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HOJE ALGUMAS FRASES ME DEFINEM: Clarice Lispector "Os contos de fadas são assim. Uma manhã, a gente acorda. E diz: "Era só um conto de fadas"... Mas no fundo, não estamos sorrindo. Sabemos muito bem que os contos de fadas são a única verdade da vida." Antoine de Saint-Exupéry. Contando Histórias e restaurando Almas."Há um tempo em que é preciso abandonar as roupas usadas, que já tem a forma do nosso corpo, e esquecer os nossos caminhos, que nos levam sempre aos mesmos lugares. É o tempo da travessia: e, se não ousarmos fazê-la, teremos ficado, para sempre, à margem de nós mesmos." Fernando Pessoa

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terça-feira, 21 de setembro de 2010

O Pequeno Polegar

Imagem retirada do Bing
Imagem das Crianças Pastoral ---------------
Esta é uma lenda antiga, que surgiu na Europa há muitos anos, mas ninguém sabe quem escreveu ou inventou, como tantas outras historinhas aqui.
Conta sobre uma família de camponeses pobres, com sete filhos ainda crianças para criar. O filho caçula nasceu tão pequenininho e fraquinho, que foi sorte sobreviver. Ganhou por isso o apelido de Pequeno Polegar. Ele era pequeno, porém muito esperto, sempre aprendendo brincadeiras novas com seus irmãos. Naquele tempo, houve na Europa uma grande fome, que se espalhava por todas as cidades em volta da casa de Polegar. Não havia alimentos para todos. As panelas estavam vazias... O pai das crianças, sabendo que todas morreriam de fome se ficassem em casa, teve uma idéia: - Vou levar todos para a floresta. Talvez encontrem coisas para se alimentar e sobreviver. Aqui é que não vai dar certo. A mãe chorou muito, mas concordou com o pai em não contar nada para os filhos, para que não se desesperassem. Preparou um lanchinho para cada um (o último que tinham), e todos partiram cedo, pela manhã, como se fossem passear na floresta.
Depois de estarem todos bem cansados de andar, os pais foram se afastando, sem que as crianças percebessem. O Pequeno Polegar foi o primeiro a reparar que os pais haviam sumido. Todos tentaram procurar, mas se descobriram perdidos e abandonados...
A noite já vinha chegando, e as crianças tinham medo dos lobos e morcegos que faziam ruídos assustadores em volta. O irmão mais velho subiu na árvore mais alta para procurar um abrigo para a noite. Todos festejaram quando ele disse ter visto a torre de um castelo ao longe, para o lado de onde a lua vinha nascendo. Foram caminhando rapidamente, pensando achar um grande castelo acolhedor, com um rei e uma rainha ricos e bondosos para dividir abrigo e alimento com todos eles. Não era bem isso quando se via de perto, mas todo o resto era apenas a floresta perigosa, e eles não queriam ser devorados. Então bateram à porta assim mesmo.
Uma estranha voz respondeu: - Vocês estão loucos? Não sabem o que tem atrás desta porta?
- Quem está falando? - perguntou Polegar. -Eu! Ora bolas! - Não sabia que existiam maçanetas falantes! - disseram todos. - Para sorte de vocês, está vindo aí a dona da casa, que é boa e carinhosa, mas se chegar o patrão ... A dona da casa abriu a porta, torcendo o nariz da maçaneta, que nem reclamou. Recebeu aquelas crianças abandonadas e famintas com todo seu carinho, mesmo preocupada que o marido pudesse chegar a qualquer momento. Trouxe bastante comida, que ali não parecia faltar. Todos ficaram satisfeitos e encheram as barrigas.
Como sempre, a maçaneta soltou berros horríveis quando o patrão torceu forte seu nariz para entrar. Ouvindo isso, a dona da casa correu para esconder as crianças embaixo da cama do casal.
Não adiantou nada, pois o ogro malvado que era seu marido sentiu o cheiro de gente estranha logo logo... - Vou comê-los no jantar! Ahaha!
mulher pediu que ele esperasse um pouco mais, pois o jantar maravilhoso de hoje já estava pronto, e tinha todos os pratos especiais que ele adorava.
Então o ogro mandou que fossem se deitar na cama ao lado da cama de suas filhas. Sim, o ogro tinha sete filhas, que dormiam todas na mesma cama, com suas coroas na cabeça.
Logo que os meninos se retiraram, ele rosnou que iria degolar cada um deles à noite. E ficou sentado esperando que dormissem... Polegar, chegando com os irmãos ao quarto, viu as meninas dormindo no escuro com suas coroinhas e ficou pensando em uma idéia para escapar.
Quando todos dormiram, colocou sua idéia em prática: trocou os chapéus de seus irmãos, e o seu também, pelas coroas das meninas, e foi se deitar bem quietinho. Naquele quarto escuro, ele imaginou que o ogro iria reconhecer as filhas pelas coroas nas cabeças, e foi isso mesmo.
Quando o ogro chegou, foi direto para a cama dos meninos, mas pondo a mão nas cabecinhas, sentiu as coroas, e assim foi para a outra cama. Degolou todas as crianças que tinham chapéu na cabeça. - Ufa! Quase degolei minhas próprias filhas! Assim que o ogro saiu, o Pequeno Polegar acordou seu irmãos para fugirem juntos dali. Desceram pela escada de mansinho, e chegaram na maçaneta falante. Tenho ordens de avisar ao patrão sempre que tentam entrar ou sair por mim, mas desta vez vou desobedecer aquele malvado. O único problema é que vocês não vão escapar quando ele calçar suas botas de sete léguas e for atrás de vocês. Seus pés ficam os mais rápidos do mundo! O Pequeno Polegar notou as enormes botas encantadas ao lado da porta, e resolveu calçar assim mesmo, com a maçaneta prendendo a gargalhada com o ridículo do seu tamanho junto ao da bota. Fez bem: era uma bota encantada, e se ajustou perfeitamente ao seu tamanho assim que calçou em seus pequeninos pés. om elas, ajudou seus irmãos a voltarem para casa, mas não quis ficar. Despediu-se deles, e disparou para o castelo real.
Lá chegando, disse logo que era o correio mais rápido do reino, e gostaria de provar sua capacidade ao rei. Nos primeiros dias, levava apenas mensagens sem importância, mas ele era mesmo tão veloz e tão correto, que acabou conquistando a confiança do rei em pessoa. Logo estava sendo o responsável pela entrega das mensagens mais importantes, até mesmo as de guerra. Tudo chegava voando pelas mãos dele, com a ajuda da bota de sete léguas. Assim, o Pequeno Polegar foi ganhando e juntando muito dinheiro.Um dia, ele achou que era hora de voltar em casa, e levar dinheiro bastante para sua família nunca mais sentir fome ou abandono. E isso ele também conseguiu.

domingo, 4 de abril de 2010

As Fadas - 17H MMN

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As Fadas

Era uma vez uma viúva que tinha duas filhas; a mais velha era tão parecida Com ela de feições e de temperamento que quem a via, via a mãe. Ambas Eram tão desagradáveis e orgulhosas que não se podia viver com elas. A caçula, que era o verdadeiro retrato do pai pela doçura e honestidade, era, além disso, uma das mais belas moças que já se viram. Como as pessoas gostam naturalmente de seus semelhantes, a mãe era louca pela filha mais velha e ao mesmo tempo tinha uma aversão terrível pela caçula. Obrigava-a a comer na cozinha e a trabalhar sem parar. A pobre menina, entre outras coisas, tinha de ir duas vezes por dia buscar Água a uma boa légua da casa, e trazer uma grande moringa bem cheia. Um dia ela estava nessa fonte, veio até ela uma pobre mulher que pediu que lhe desse de beber. "Pois não, minha boa mãe", disse a bela menina; e logo, enxaguando a moringa, recolheu água no melhor lugar da fonte e lhe apresentou a moringa a fim de que ela pudesse beber mais facilmente. A boa senhora, depois de beber, disse-lhe: "Você é tão bela, tão Boa e tão honesta que não posso deixar de fazer-lhe um dom (pois era uma fada que tinha tomado a forma de uma pobre mulher de aldeia para ver até onde iria a generosidade da mocinha).onde iria a generosidade da mocinha). Eu lhe dou como dom , prossegui a fada, que a cada palavra que você disser, lhe sairá da boca uma flor,ou uma pedra preciosa. Quando a bela menina chegou a casa, sua mãe ralhou com ela por ter voltado tão tarde da fonte. "Peço-lhe perdão, minha mãe disse a menina, por ter demorado tanto; e ao dizer essas palavras, saíram de sua boca duas rosas, duas pérolas e dois grandes diamantes. "O que é que eu estou vendo” disse a mãe muito espantada; “creio que lhe estão saindo da boca pérolas e diamantes; de onde vem isso, minha filha?" (foi a primeira vez que a chamou de sua filha).-A pobre criança contou-lhe ingenuamente tudo que lhe tinha acontecido, não sem lançar uma infinidade de diamantes. "Realmente", disse a mãe, "é preciso que eu mande lá a minha filha; “olha Chiquinha, veja o que está saindo da boca da sua irmã quando ela fala; você não ficaria bem contente se tivesse o mesmo dom? Você só tem que ir buscar água na fonte, e quando uma pobre mulher lhe pedir água, dar-lhe de beber gentilmente". - "Bela coisa, respondeu a estúpida, "eu ir à fonte!" - "Eu quero que você vá lá, retrucou a mãe, "e já." Ela foi, mas sempre resmungando. Pegou o mais belo Vaso de prata que havia na casa. Mal ela chegou à fonte, viu sair do bosque uma Dama magnificamente vestida que lhe pediu de beber: era a mesma Fada que tinha aparecido à irmã, mas que agora tinha tomado o aspecto e as roupas de uma Princesa, para ver até onde iria a desonestidade dessa moça. ''Acha que eu vim até aqui", disse a estúpida orgulhosa, "para lhe dar de beber? Justamente eu trouxe um Vaso de prata para dar de beber à Madame! Eu tenho opinião, beba diretamente na fonte, se quiser". - "Você não é nada gentil", retomou a Fada, sem se irritar; "pois bem, já que você é tão pouco generosa, vou lhe dar como dom que, a cada palavra que disser, sairá da sua boca uma cobra ou um sapo." Logo que a mãe a avistou, gritou: "E então, minha filha!" - "E então, minha mãe!" respondeu a estúpida, lançando duas víboras e dois sapos. - "á meu Deus!"exclamou a mãe, "o que é que estou vendo? É sua irmã a causa disso, ela vai me pagar; e logo correu para bater nela. A pobre menina fugiu e foi colocar-se a salvo numa Floresta próxima. O filho do Rei, que voltava da caçada, encontrou-a e, vendo-a tão bela, perguntou-lhe o que fazia sozinha ali e o que tinha para estar chorando. "Pobre de mim! meu Senhor, foi minha mãe que me expulsou de casa." O filho do Rei, que viu sair de sua boca cinco ou seis pérolas e outros tantos diamantes, rogou-lhe que lhe dissesse de onde vinha aquilo. Ela contou-lhe a sua aventura. O filho do Rei enamorou-se dela e, considerando que semelhante dom valia mais do que tudo que se podia dar em casamento a uma outra, levou ao Palácio do Rei seu pai, onde se casou com ela. Quanto a irmã, fez-se odiar tanto que a própria mãe a expulsou de casa,e a infeliz,depois de ter percorrido muitos lugares sem achar ninguém . quisesse receber, foi morrer no fundo de um bosque.

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* * * MORAL As Pistolas e os Diamantes Podem as Mentes fascinar; Mas as palavras confortantes Tem ainda mais força, e um valor sem par. OUTRA MORAL A honestidade exige alguns cuidados, E quer também alguma complacência, Mas cedo ou tarde tem sua recompensa, E em momentos até os menos esperados.


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terça-feira, 9 de março de 2010

O Gato de Botas - 13H MMN

Era uma vez um moleiro muito pobre, que tinha três filhos. Os dois mais velhos eram preguiçosos e o caçula era muito trabalhador.Quando o moleiro morreu, só deixou como herança o moinho, um burrinho e um gato. O moinho ficou para o filho mais velho, o burrinho para o filho do meio e o gato para o caçula. Este último ficou muito descontente com a parte que lhe coube da herança, mas o gato lhe disse: __Meu querido amo, compra-me um par de botas e um saco e, em breve, te provarei que sou de mais utilidade que um moinho ou um asno. Assim, pois, o rapaz converteu todo o dinheiro que possuía num lindo par de botas e num saco para o seu gatinho. Este calçou as botas e, pondo o saco às costas, encaminhou-se para um sítio onde havia uma coelheira. Quando ali chegou, abriu o saco, meteu-lhe uma porção de farelo miúdo e deitou-se no chão fingindo-se morto. Excitado pelo cheiro do farelo, o coelho saiu de seu esconderijo e dirigiu-se para o saco. O gato apanhou-o logo e levou-o ao rei, dizendo-lhe: _Senhor, o nobre marquês de Carabás mandou que lhe entregasse este coelho. Guisado com cebolinhas será um prato delicioso. __Coelho?! - exclamou o rei.__ Que bom! Gosto muito de coelho, mas o meu cozinheiro não consegue nunca apanhar nenhum. Diga ao teu amo que eu lhe mando os meus mais sinceros agradecimentos. No dia seguinte, o gatinho apanhou duas perdizes e levou-as ao rei como presente do marquês de Carabás. Durante um tempo, o gato continuou a levar ao palácio outros presente, todos dizia ser da parte do Marquês de Carabás. Um dia o gato convidou seu amo para tomar um banho no rio. Ao chegarem ao local o gato disse ao jovem:
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_ De hoje em diante seu nome será Marquês de Carabás. Agora, por favor, tire sua roupa e entre na água. O rapaz não estava entendendo nada, mas como confiava no gato atendeu seu pedido. O gato havia levado rapaz no local por onde devia passar a carruagem real. esperto gato ao ver uma carruagem se aproximando começou a gritar:__Socorro! Socorro! Que aconteceu? - perguntou o rei, descendo da sua carruagem. Os ladrões roubaram a roupa do nobre marquês de Carabás! - disse o gato.__ Meu amo está dentro da água, ficará resfriado. O rei mandou imediatamente uns servos ao palácio; voltaram daí a pouco com um magnífico vestuário feito para o próprio rei, quando jovem. O dono do gato vestiu-se e ficou tão bonito que a princesa, assim que o viu, dele se enamorou. O rei também ficou encantado e murmurou:__Eu era exatamente assim, nos meus tempos de moço. O rei convidou o falso marquês para subir em sua carruagem.__ Será que a vossa majestade nos dá a honra de visitar o palácio do Marquês de Carabás? – perguntou o gato, diante do olhar aflito do rapazO rei aceitou o convite e o gato saiu na frente, para arrumar uma recepção par ao rei e a princesa. O gato estava radiante com o êxito do seu plano; e, correndo à frente da carruagem, chegou a uns campos e disse aos lavradores: __O rei está chegando; se não lhes disserem que todos estes campos pertencem ao marquês de Carabás, o rei mandará cortar-lhes a cabeça. De forma que, quando o rei perguntou de quem eram aquelas searas, os lavradores responderam-lhe:__Do muito nobre marquês de Carabás.__Que lindas propriedades tens tu!- elogiou o rei ao jovem. O moço sorriu perturbado, e o rei murmurou ao ouvido da filha: __Eu também era assim, nos meus tempos de moço. Mais adiante, o gato encontrou uns camponeses ceifando trigo e lhes fez a mesma ameaça:__Se não disserem que todo este trigo pertence ao marquês de Carabás, faço picadinho de vocês. Assim, quando chegou a carruagem real e o rei perguntou de quem era todo aquele trigo, responderam:__Do mui nobre marquês de Carabás. O rei ficou muito entusiasmado e disse ao moço: __ Ó marquês! Tens muitas propriedades! O gato continuava a correr à frente da carruagem; atravessando um espesso bosque, chegou à porta de um magnífico palácio, no qual vivia um ogro muito malvado que era o verdadeiro dono dos campos semeados. O gatinho bateu à porta e disse ao ogro que a abriu: __Meu querido ogro, tenho ouvido por aí umas histórias a teu respeito. Dizei-me lá: é certo que te podes transformar no que quiseres?__ Certíssimo - respondeu o ogro, e transformou-se num leão.__ Isso não vale nada - disse o gatinho. - Qualquer um pode inchar e aparecer maior do que realmente é. Toda a arte está em se tornar menor. Poderias, por exemplo, transformar-te em rato?__ É fácil - respondeu o ogro, e transformou-se num rato. O gatinho deitou-lhe logo as unhas, comeu-o e desceu logo a abrir a porta, pois naquele momento chegava a carruagem real. E disse: __ Bem vindo seja, senhor, ao palácio do marquês de Carabás.__ Olá! - disse o rei __ Que formoso palácio tens tu! Peço-te a fineza de ajudar a princesa a descer da carruagem. O rapaz, timidamente, ofereceu o braço à princesa eo rei murmurou-lhe ao ouvido: __ Eu também era assim tímido, nos meus tempos de moço. Entretanto, o gatinho meteu-se na cozinha e mandou preparar um esplêndido almoço, pondo na mesa os melhores vinhos que havia na adega; e quando o rei, a princesa e o amo entraram na sala de jantar e se sentaram à mesa, tudo estava pronto. Depois do magnífico almoço, o rei voltou-se para o rapaz e disse-lhe: __ Jovem, és tão tímido como eu era nos meus tempos de moço. Mas percebo que gostas muito da princesa, assim como ela gosta de ti. Por que não a pedes em casamento? Então, o moço pediu a mão da princesa, e o casamento foi celebrado com a maior pompa.O gato assistiu, calçando um novo par de botas com cordões encarnados e bordados a ouro e preciosos diamantes. E daí em diante, passaram a viver muito felizes. E se o gato às vezes ainda se metia a correr atrás dos ratos, era apenas por divertimento; porque absolutamente não mais precisava de ratos para matar a fome...

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é um conto de fadas de autoria do escritor francês Charles Perrault, incluído no livro Les contes de ma mère l'Oye, publicado em 1697.
Ilustrações retiradas do site:
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Ilustrações de Sandra Nascimento
V N Gaia, Portugal

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