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HOJE ALGUMAS FRASES ME DEFINEM: Clarice Lispector "Os contos de fadas são assim. Uma manhã, a gente acorda. E diz: "Era só um conto de fadas"... Mas no fundo, não estamos sorrindo. Sabemos muito bem que os contos de fadas são a única verdade da vida." Antoine de Saint-Exupéry. Contando Histórias e restaurando Almas."Há um tempo em que é preciso abandonar as roupas usadas, que já tem a forma do nosso corpo, e esquecer os nossos caminhos, que nos levam sempre aos mesmos lugares. É o tempo da travessia: e, se não ousarmos fazê-la, teremos ficado, para sempre, à margem de nós mesmos." Fernando Pessoa

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segunda-feira, 20 de setembro de 2010

sexta-feira, 17 de setembro de 2010

Filtro solar - Pedro Bial

Filtro solar! Nunca deixem de usar o filtro solar Se eu pudesse dar só
uma dica sobre o futuro seria esta: usem o filtro solar! Os benefícios a longo
prazo do uso de Filtro Solar estão provados e comprovados pela ciência, Já o
resto de meus conselhos não tem outra base confiável além de minha própria
experiência errante. Mas agora eu vou compartilhar esses conselhos com vocês...
Aproveite bem, o máximo que puder, o poder e a beleza da juventude. Ou, então,
esquece... Você nunca vai entender mesmo o poder e a beleza da juventude até que
tenham se apagado. Mas pode crer que daqui a vinte anos você vai evocar as suas
fotos, E perceber de um jeito que você nem desconfia hoje em dia, Quantas, tantas
alternativas se escancaravam a sua frente. E como você realmente estava
com tudo em cima, Você não está gordo ou gorda... Não se preocupe com o futuro.
Ou então preocupe-se, se quiser, mas saiba que pré-ocupação é tão eficaz quanto
mascar chiclete para tentar resolver uma equação de álgebra. As encrencas de
verdade em sua vida tendem a vir de coisas que nunca passaram pela sua cabeça
preocupada, E te pegam no ponto fraco às 4 da tarde de uma terça-feira modorrenta.
Todo dia, enfrente pelo menos uma coisa que te meta medo de verdade. Cante. Não
seja leviano com o coração dos outros. Não ature gente de coração leviano.
Use fio dental. Não perca tempo com inveja. Às vezes se está por cima, às
vezes por baixo. A peleja é longa e, no fim, é só você contra você mesmo. Não
esqueça os elogios que receber. Esqueça as ofensas. Se conseguir isso, me ensine.
Guarde as
antigas cartas de amor. Jogue fora os extratos bancários velhos.


Estique-se.
Não se sinta culpado por não saber o que fazer da vida As pessoas mais
interessantes que eu conheço não sabiam, aos vinte e dois o que queriam
fazer da vida. Alguns dos quarentões mais interessantes que eu conheço ainda não
sabem. Tome bastante cálcio. Seja cuidadoso com os joelhos. Você vai sentir
falta deles. Talvez você case, talvez não. Talvez tenha filhos, talvez não.
Talvez se divorcie aos quarenta, talvez dance ciranda em suas bodas de diamante.
Faça o que fizer não se auto congratule demais, nem seja severo demais com
você, As suas escolhas tem sempre metade das chances de dar certo, É assim para
todo mundo. Desfrute de seu corpo use-o de toda maneira que puder, mesmo!!
Não tenha medo de seu corpo ou do que as outras pessoas possam achar dele, É o
mais incrível instrumento que você jamais vai possuir. Dance. Mesmo que não
tenha aonde além de seu próprio quarto. Leia as instruções mesmo que não vá
segui-las depois. Não leia revistas de beleza, elas só vão fazer você se achar
feio Refrão: Brother and Sister Together we'll make it trough Someday a
spirit will take you And guide you there I know you've be hurting But I've been
waiting to be there for you And I'll be there just helping you out Whenever I can
Dedique-se a conhecer seus pais. É impossível prever quando eles terão
ido embora, de vez. Seja legal com seus irmãos. Eles são a melhor ponte com
o seu passado e possivelmente quem vai sempre mesmo te apoiar no futuro.
Entenda que amigos vão e vem, mas nunca abra mão de uns poucos e bons. Esforce-se
de verdade para diminuir as distâncias geográficas e de estilos de vida, porque
quanto mais velho você ficar, Mais você vai precisar das pessoas que você conheceu
quando jovem. More uma vez em Nova York, mas vá embora antes de endurecer.
More uma vez no Havaí, mas se mande antes de amolecer. Viaje. Aceite certas
verdades inescapáveis: Os preços vão subir, os políticos vão saracotear, você
também vai envelhecer. E quando isso acontecer você vai fantasiar que quando era
jovem os preços eram razoáveis, os políticos eram decentes, E as crianças
respeitavam os mais velhos. Respeite os mais velhos!! E não espere que ninguém segure
a sua barra. Talvez você arrume uma boa aposentadoria privada. Talvez você
case com um bom partido, mas não esqueça que um dos dois de repente pode acabar.
Não mexa demais nos cabelos se não quando você chegar aos 40 vai aparentar 85.
Cuidado com os conselhos que comprar, mas seja paciente com aqueles que os
oferecem. Conselho é uma forma de nostalgia. Compartilhar conselhos é um jeito de
pescar o passado do lixo, esfregá-lo, repintar as partes feias e reciclar tudo
por mais do que vale. Mas no filtro solar Acredite.

A História Dos Segredos De Como as Coisas Acontecem


Roberto de Freitas
Firuli Firuló quem será capaz de desatar este nó?Pipipi Pepepe não sei e não quero nem saber.Macacá mococó não me deixe aqui tão só!Piriri pereré eu acho que vou dar no pé.Ciriniu cirineu se você for não saberá o que aconteceu!Tico-tico pico-pico mas se você for contar eu fico.Vatapú catatá então senta que vou lhe contar!!!
Essa é a história do mundo sem pressa e de tudo esquecido.Alguém ai se lembra da lagartixa sem rabo e do rabo que custou a crescer?E da dona formiga distraída que caiu no balde de tinta e saiu de lá com a bunda toda pintada?Lá neste mundo sem pressa e de tudo esquecido, os relógios viviam sempre atrasados, marcando horas que há horas já haviam passado, em tique-taques lerdos e desacelerados - tique taque - tictictictictic-tactactactac.
Pois a dona Preguiça Preguiçosa era a rainha deste mundo, e fora ela que havia, através de magia, prendido O Sr. TudoTemSeuTempo e a Dona Compressa na mais alta masmorra do seu castelo e convidado para sentar no trono ao seu lado, sua prima, a Dona Sem Pressa. E as duas juntas, Dona Preguiça e a Dona Sem pressa, passaram a governar aquele mundo, e ditar as normas para o ritmo com que as coisas aconteciam.
Lá, as horas demoravam para passar, levavam quase um dia inteiro. E o dia, demorava para nascer, pois o Sr. Sol morria de preguiça de aparecer, e quando aparecia morria de preguiça de se esconder. E só se escondia porque a D. Lua, na sua sabia rebeldia, não respeitava a lei do ritmo dado as coisas pela D. Preguiça e a D. Sem Pressa. Então à noite os relógios tinha que bater a hora certa, por que as coisas voltavam para o seu ritmo normal, pois se não a D. Lua se escondia e a noite se ia, e as horas tinham que dar um jeito de correr para passar, se não outras horas viam e passavam por cima destas horas que ainda não haviam se passado e ficavam lá para trás. Ufa!!! Que confusão! Mas deste jeito a D. Lua conseguia colocar as horas nos seus devidos lugares.
E era confuso mesmo, se confuso de contar, imaginem para quem vivia lá - eram dias imensos com as noites que custavam para chegar. Quando a noite chegava, a gente mal dormia e já estava na hora de acordar.
Numa bela noite, a D. Lua, cheia de ter que botar as horas para correrem, destacou uma estrela do seu pelotão e lhe ordenou:- Minha Filha Estrela estou tão cansada de ter que acertar as horas que tem que passar, mas se assim eu não fizer, que horas terão para me dar? Não saberás, por que o mundo em plena confusão cairá. Então vá minha filha estrela com a missão de concertar, com seu brilho intenso ofusque a magia da D. Preguiça e liberte da masmorra o Sr. TudoTemSeuTempo e a Dona Com Pressa. E eles irão lhe ajudar a arrumar todas horas nos seus devidos lugares. Mas vai disfarçada, como quem não quer nada, e anda não terás muito tempo, só até o fim desta madrugada.
A estrela então desceu do céu determinada e pelo caminho ia pensando em qual disfarce iria usar. Disfarçou-se então em sonho, assim todos a viriam, mas como era um sonho, ninguém muita importância lhe daria. E foi por isso que naquela noite todos, todos neste mundo sonharam com uma estrela que fazia uma arco pelo céu.Chegando no castelo, passou também pelos sonhos de D. preguiça e D. Sem Pressa. Pelos cantos da torre transformou-se novamente em estrela. Subiu até a masmorra e encontrou o Sr. TudoTemSeuTempo e a Dona Com Pressa, usando seu brilho intenso os libertou da magia da Dona Preguiça. A D. Com Pressa, mal agradeceu a estrela e saiu correndo para dar pressa ao mundo, nem dando ouvidos para o Sr. TudoTemSeuTempo que lhe dizia num tom suave: "Calma, calma, tudo tem seu tempo." E lá foram os dois a Dona Com Pressa um pouco adiante e o Sr. TudoTemSeuTempo um passinho atrás.
A estrela disfarçou-se novamente invadindo os sonhos, que acabaram virando pesadelos, da D. preguiça e D. Sem Pressa, passando-lhe o maior sabão. Ainda pela madrugada, elas acordam meio assim tontas e humilhadas, a estrela, aproveitando este momento, as fez assinar um documento, neste a D. preguiça e D. Sem Pressa eram obrigadas, sob a pena de serem transformadas em apenas vagas lembranças, a dividirem democraticamente seu reinado com o Sr. TudoTemSeuTempo e com a Dona Com Pressa.
E, a partir de então, lá naquele mundo, as horas passaram as serem horas felizes, umas com preguiça, outras sem muita pressa, outras com muita pressa e outras tranqüilas de saberem que tudo tem seu tempo.
Quando a estrela voltou pro céu, pela sua esperteza, recebeu da D. Lua uma medalha muito brilhante e bonita em forma de calda e o titulo de guardiã do segredos de como as coisas acontecem. E de vez em quando lá no céu ela passa toda brilhando.E essa história assim termina...
- Mas e a lagartixa sem rabo e do rabo que custou a crescer?E a dona formiga distraída que caiu no balde de tinta, e saiu de lá com a bunda toda pintada?
- A lagartixa sem rabo e do rabo que custou a crescer? Não fez parte nesta história, mas se queres mesmo saber, ela esta aí escondia, esperando seu rabo crescer. E da dona formiga distraída que caiu no balde de tinta, e saiu de lá com a bunda toda pintada? Também não fez parte nesta história, mas se queres saber, Gostou tanto desta moda que agora a cada dia desfila com uma bunda de cada cor: amarelo, vermelho, verde, azul e lilás.
Um abraço, um beijo, um pedaço de queijo e até mais...

domingo, 12 de setembro de 2010

40H MMN - O Alce Vaidoso

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A água do lago estava tão limpa que parecia um espelho.
Todos os animais que foram beber água viram suas imagens refletidas no lago.
O urso e seu filhote pararam admirados e foram embora.
O alce continuou admirando a sua imagem:
- Mas que bela cabeça eu tenho.
De repente, observando as próprias pernas, ficou desapontado e disse:
Nunca tinha reparado, nas minhas pernas. Como são feias! Elas estragam toda a minha beleza!
Enquanto examinava sua imagem refletida no lago, o alce não percebera a aproximação de um bando de lobos que afugentara todos os seus companheiros.
Quando finalmente se deu conta do perigo, o alce correu assustado para o mato. Mas, enquanto corria, seus chifres se embaraçavam nos galhos, deixando-o quase ao alcance dos lobos.
Por fim o alce conseguiu escapar dos perseguidores, graças às suas pernas, finas e ligeiras.
Ao perceber que já estava a salvo,o alce exclamou aliviado:
- Que susto! Os meus chifres são lindos, mas quase me fizeram morrer!
Ah, se não fossem as minhas pernas!
"Não devemos valorizar só o que é bonito, sem valorizar o que é útil."
Fábula de Jean de La Fontaine

39H MMN - A Árvore Generosa

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Era uma vez uma Árvore que amava um menino.
E todos os dias, o menino vinha e juntava as suas folhas.
E com elas fazia coroas de rei. E com a Árvore, brincava de rei da floresta.
Subia no seu grosso tronco, balançava-se em seus galhos!
Comia seus frutos e quando ficava cansado, o menino repousava à sua sombra fresquinha. O menino amava a Árvore profundamente.E a Árvore era feliz!
Mas o tempo passou e o menino cresceu!
Um dia, o menino veio e a
Árvore disse:"Menino, venha subir no meu tronco,
balançar-se nos meus galhos, repousar à minha sombra e ser feliz!"
"Estou grande demais para brincar", respondeu o menino.
"Quero comprar muitas coisas.Você tem algum dinheiro que possa me oferecer?""Sinto muito", disse a Árvore, "eu não tenho dinheiro. Mas leve os frutos, Menino. Vá vendê-los na cidade, então terá o dinheiro e você será feliz!"E assim o menino subiu pelo tronco, colheu os frutos e levou-os embora.E a Árvore ficou feliz!Mas o menino sumiu por muito tempo...
E a Árvore ficou tristonha outra vez.Um dia, o menino veio e a Árvore estremeceu tamanha a sua alegria,e disse: "Venha, Menino, venha subir no meu tronco, balançar-se nos meus galhos e ser feliz."
"Estou muito ocupado pra subir em Árvores", disse o menino.
"Eu quero uma esposa, eu quero ter filhos e para isso é preciso que eu tenha uma casa. Você tem uma casa pra me oferecer?""Eu não tenho casa",
disse a Árvore. "Mas corte os meus galhos, faça a sua casa e seja feliz.
"O menino depressa cortou os galhos da Árvore e levou-os embora para fazer uma casa. E a Árvore ficou feliz!O menino ficou longe por um longo, longo tempo,e no dia que voltou, a Árvore ficou alegre, de uma alegria tamanha que mal podia falar."Venha, venha, meu Menino", sussurrou, "venha brincar!""Estou velho para brincar", disse o menino,
"e estou também muito triste." "Eu quero um barco ligeiro que me leve pra bem longe. Você tem algum barquinho que possa me oferecer?"
"Corte meu tronco e faça seu barco",disse a Árvore. "Viaje pra longe e seja feliz!"O menino cortou o tronco, fez um barco e viajou. E a Árvore ficou feliz, mas não muito! Muito tempo depois, o menino voltou.
"Desculpe, Menino", disse a Árvore. "não tenho mais nada pra te oferecer. Os frutos já se foram.""Meus dentes são fracos demais pra frutos", falou o menino."Já se foram os galhos para você balançar", disse a Árvore.
"Já não tenho idade pra me balançar", falou o menino.
"Não tenho mais tronco pra você subir", disse a a Árvore.
"Estou muito cansado e já não sei subir", falou o menino.
"Eu bem que gostaria de ter qualquer coisa pra lhe oferecer", suspirou a Árvore. "Mas nada me resta e eu sou apenas um toco sem graça.
Desculpe ... ""Já não quero muita coisa", disse o menino,
"só um lugar sossegado onde possa me sentar, pois estou muito cansado."
"Pois bem", respondeu a Árvore, enchendo-se de alegria.
"Eu sou apenas um toco, mas um toco é muito útil pra sentar e descansar.
Venha, Menino, depressa, sente-se em mim e descanse
."Foi o que o menino fez. E a Árvore ficou feliz.


* * *
(de Shel Silvertein, Adaptado por Fernando Sabino)
Texto enviado pela contadora de histórias Erica Rodrigues.

segunda-feira, 6 de setembro de 2010

38H MMN - O Coelhinho Joca - Releitura

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"Era uma vez quatro coelhinhos chamados: Bolinha, Mimoso, Algodãozinho e Joca. Eles moravam com sua mãezinha, embaixo de um grande pinheiro. Dona Coelha, precisando um dia sair para fazer compras, chamou-os e disse: - Escutem, queridos, mamãe vai sair. Se vocês quiserem, podem dar uma voltinha, mas, por favor, não entrem na horta do Sr. Tinoco. Seu pai teve um acidente lá e nunca mais voltou para casa. Tenham juízo, filhotes, eu não me demoro.Dona Coelha apanhou a sombrinha, a cesta de compra e foi à padaria. Comprou cinco bolinhos com passas e um pão de forma. Bolinha, Mimoso e Algodãozinho, que eram muito ajuizados, foram colher amoras. Joca, porém, que era muito desobediente, passou por debaixo da cerca e foi à horta do Sr. Tinoco. Lá chegando, comeu alfaces, cenouras e rabanetes, até não poder mais. Sentou-se para descansar um pouco. Exatamente ali, perto do canteiro dos repolhos, estava o Sr. Tinoco. Assim que avistou o coelhinho, correu ao seu encalço, de ancinho na mão.Joca ficou muito assustado; corria para todos os lados e não conseguia acertar a saída. Perdeu um dos sapatos no meio dos repolhos, e o outro, perto das batatas. Cada vez ele corria mais. De repente, ficou preso, pelo botão do casaco, numa rede que protegia as uvas. Começou a chorar alto. Uns pardais muito bonzinhos, que voavam por ali, vieram consolá-lo. Entretanto, o Sr. Tinoco não tinha desistido de pegá-lo. Ali veio ter, com uma enorme peneira na mão, pretendendo com ela prender o pobre bichinho. Nesse instante, porém, Joca deu um arranco e conseguiu desprender-se. No entanto, ficou sem o casaco e caiu em cima da caixa de ferramentas. Levantou-se depressa, e escondeu-se dentro de uma lata grande que viu à sua frente. A lata estava cheia de água e Joca estava muito suado; por isso, começou a sentir arrepios de frio e pôs-se a espirrar.O Sr. Tinoco, que o havia perdido de vista, descobriu o seu esconderijo e correu para a lata. O coelhinho, porém, foi mais ligeiro; pulou fora da lata e ocultou-se atrás de uns vasos de plantas. O Sr. Tinoco já estava cansado de tanto correr à procura do coelhinho, de maneira que resolveu voltar para casa. Joca, quando percebeu que o seu perseguidor o deixara em paz, sentou-se para descansar. Estava quase sem respiração e tremia da cabeça aos pés. Além disso, não tinha a menor idéia de como sair dali.Enquanto pensava na situação, apareceu um rato que carregava, na boca, alimento para os seus filhinhos. Joca perguntou-lhe onde ficava a saída, mas ele não lhe respondeu, apenas sacudiu a cabeça. Então o coitadinho resolveu ir andando para ver se descobria alguma coisa. Atravessou o jardim e chegou a um tanque onde o Sr. Tinoco costumava encher as latas de água. Ali estava sentado um gatinho, apreciando os peixinhos dourados que havia no tanque. Joca, a princípio, teve vontade de dirigir-lhe a palavra, mas pensou melhor e foi andando. Seu primo, o coelhinho Benjamim, sempre lhe contava histórias perigosas sobre gatos...Um pouco adiante encontrou uma carrocinha. Subiu nela e olhou à volta. Lá adiante estava o seu inimigo, o Sr. Tinoco, cuidando de um canteiro. Do lado oposto, ficava o portão. Que alívio! Muito de mansinho, sem fazer barulho, foi ele se arrastando, até que se viu, são e salvo, perto do pinheiro onde ficava sua casa. Estava tão cansado que se deitou ali mesmo e fechou os olhos. Dona Coelha estava preparando o jantar. Quando o viu ali fora, assim, abatido, ficou imaginando o que lhe teria acontecido. Ficou, porém, muito zangada quando viu que ele havia perdido os sapatos e o casaco. Levou-o, no colo, para a cama e notou que ele estava febril.À hora do jantar, Bolinha, Mimoso e Algodãozinho foram para a mesa, comeram bolinhos com morangos e tomaram leite quentinho. Joca ficou na cama e tomou chá de limão. No dia seguinte, ainda se sentia mal. Estava tão arrependido, que prometeu à mamãe nunca mais desobedecer-lhe e ser tão comportado quanto seus outros irmãos."
Confie...

37H MMN - A Galinha Ruiva - Releitura

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Um dia uma galinha ruiva encontrou um grão de trigo. - Quem me ajuda a plantar este trigo? - perguntou aos seus amigos. - Eu não - disse o cão. - Eu não - disse o gato.- Eu não - disse o porquinho. - Eu não - disse o peru. - Então eu planto sozinha - disse a galinha. - Cocoricó! E foi isso mesmo que ela fez. Logo o trigo começou a brotar e as folhinhas, bem verdinhas, a despontar. O sol brilhou, a chuva caiu e o trigo cresceu e cresceu, até ficar bem alto e maduro.
- Quem me ajuda a colher o trigo? - perguntou a galinha aos seus amigos. - Eu não - disse o cão. - Eu não - disse o gato. - Eu não - disse o porquinho. - Eu não - disse o peru. - Então eu colho sozinha - disse a galinha. - Cocoricó! E foi isso mesmo que ela fez.
- Quem me ajuda a debulhar o trigo?- perguntou a galinha aos seus amigos.- Eu não - disse o cão. - Eu não - disse o gato. - Eu não - disse o porquinho. - Eu não - disse o peru.- Então eu debulho sozinha - disse a galinha. - Cocoricó! E foi isso mesmo que ela fez.
- Quem me ajuda a levar o trigo ao moinho? - perguntou a galinha aos seus amigos. - Eu não - disse o cão. - Eu não - disse o gato. - Eu não - disse o porquinho. - Eu não - disse o peru. - Então eu levo sozinha- disse a galinha. - Cocoricó! E foi isso mesmo que ela fez. Quando, mais tarde, voltou com a farinha, perguntou:
- Quem me ajuda a assar essa farinha? - Eu não - disse o cão. - Eu não - disse o gato.- Eu não - disse o porquinho.- Eu não - disse o peru.- Então eu asso sozinha - disse a galinha.- Cocoricó! A galinha ruiva assou a farinha e com ela fez um lindo pão.
- Quem quer comer esse pão? - perguntou a galinha. - Eu quero - disse o cão. - Eu quero - disse o gato.- Eu quero - disse o porquinho. - Eu quero - disse o peru.- Isso é que não! Sou eu quem vai comer esse pão!- disse a galinha. - Cocoricó. E foi isso mesmo que ela fez.
* * *
Moral da História:
Se queremos dividir a recompensa, devemos compartilhar o trabalho.
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