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HOJE ALGUMAS FRASES ME DEFINEM: Clarice Lispector "Os contos de fadas são assim. Uma manhã, a gente acorda. E diz: "Era só um conto de fadas"... Mas no fundo, não estamos sorrindo. Sabemos muito bem que os contos de fadas são a única verdade da vida." Antoine de Saint-Exupéry. Contando Histórias e restaurando Almas."Há um tempo em que é preciso abandonar as roupas usadas, que já tem a forma do nosso corpo, e esquecer os nossos caminhos, que nos levam sempre aos mesmos lugares. É o tempo da travessia: e, se não ousarmos fazê-la, teremos ficado, para sempre, à margem de nós mesmos." Fernando Pessoa

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quarta-feira, 16 de fevereiro de 2011

Se Um Homem Quer Você, Nada Pode Mante-lo Longe.

Uma reflexão!
MULHERES, LEIAM! SE JÁ LERAM, RELEIAM. VALE A PENA!
Se um homem quer você, nada pode mantê-lo longe.Texto de Oprah Winfrey.

Se um homem quer você, nada pode mantê-lo longe;
Se ele não te quer, nada pode fazê-lo ficar.
Pare de dar desculpas (de arranjar justificativas) para um homem e seu
comportamento. Permita que sua intuição (ou espírito) te proteja das mágoas.
Pare de tentar se modificar para uma relação que não tem que acontecer.
Mais devagar é melhor. Nunca dedique sua vida a um homem antes que
você encontre um que realmente te faz feliz.
Se uma relação terminar porque o homem não te tratou como você
merecia,”foda-se, mande pro inferno, esquece!”, vocês não podem “ser
amigos”. Um amigo não destrataria outro amigo.
Não conserte. Se você sente que ele está te enrolando, provavelmente é porque ele
está mesmo. Não continue (a relação) porque você acha que “ele vai
melhorar”. Você vai se chatear daqui um ano por continuar a relação quando as
coisas ainda não estiverem melhores.
A única pessoa que você pode controlar em uma relação é você mesma.
Evite homens que têm um monte de filhos, e de um monte de mulheres
diferentes. Ele não casou com elas quando elas ficaram grávidas,
então, porque ele te trataria diferente?
Sempre tenha seu próprio círculo de amizade, separadamente do dele.
Coloque limites no modo como um homem te trata. Se algo te
irritar,faça um escândalo. Nunca deixe um homem saber de tudo.


Mais tarde ele usará isso contra você. Você não pode mudar o comportamento


de um homem. A mudança vem de dentro.
Nunca o deixe sentir que ele é mais importante que você… mesmo se ele
tiver um maior grau de escolaridade ou um emprego melhor.
Não o torne um semi-deus. Ele é um homem, nada além ou aquém disso.
Nunca deixe um homem definir quem você é.
Nunca pegue o homem de alguém emprestado.
Se ele traiu alguém com você, ele te trairá.
Um homem vai te tratar do jeito que você permita que ele te trate.
Todos os homens NÃO são cachorros.
Você não deve ser a única a fazer tudo…compromisso é uma via de mão dupla.
Você precisa de tempo para se cuidar entre as relações. Não há nada
precioso quanto viajar. Veja as suas questões antes de um novo
relacionamento. Você nunca deve olhar para alguém sentindo que a pessoa


irá te completar. Uma relação consiste de dois indivíduos completos,


procure alguém que irá te complementar… não suplementar.
Namorar é bacana. Mesmo se ele não for o esperado Sr. Correto.
Faça-o sentir falta de você algumas vezes… Quando um homem sempre sabe
que você está lá, e que você está sempre disponível para ele, ele se
acha… Nunca se mude para a casa da mãe dele. Nunca seja cúmplice (ou
co-assine qualquer documento) de um homem.
Não se comprometa completamente com um homem que não te dá tudo o que
você precisa. Mantenha-o em seu radar, mas conheça outros…
Compartilhe isso com outras mulheres e homens (de modo que eles
saibam). Você fará alguém sorrir, outros repensarem sobre as escolhas,
e outras mulheres se prepararem.
"O medo de ficar sozinha faz que várias mulheres permaneçam em relações
que são abusivas e lesivas": Dr. Phill
Você deve saber que você é a melhor coisa que pode acontecer para
alguém e se um homem te destrata, é ele que vai perder uma coisa boa.
Se ele ficou atraído por você à primeira vista, saiba que ele não foi o único.
Todos eles estão te olhando, então você tem várias opções.
Faça a escolha certa.



CUIDEM BEM DE SEUS CORAÇÕES…


segunda-feira, 14 de fevereiro de 2011

Minimamente Feliz - A Felicidade é Mesmo Um Estado mágico e


A felicidade é a soma das pequenas felicidades. Li essa frase num
outdoor em Paris e soube, naquele momento, que meu conceito de
felicidade tinha acabado de mudar. Eu já suspeitava que a felicidade
com letras maiúsculas não existia, mas dava a ela o benefício da
dúvida. Afinal, desde que nos entendemos por gente aprendemos a
sonhar com essa felicidade no superlativo. Mas ali, vendo aquele
outdoor estrategicamente colocado no meio do meu caminho (que de certa
forma coincidia com o meio da minha trajetória de vida), tive certeza
de que a felicidade, ao contrário do que nos ensinaram os contos de
fadas e os filmes de Hollywood, não é um estado mágico e duradouro.
Na vida real, o que existe é uma felicidade homeopática,
distribuída em conta-gotas. Um pôr-de-sol aqui, um beijo ali, uma
xícara de café recém-coado, um livro que a gente não consegue
fechar, um homem que nos faz sonhar, uma amiga que nos faz rir. São
situações e momentos que vamos empilhando com o cuidado e a
delicadeza que merecem alegrias de pequeno e médio porte e até
grandes (ainda que fugazes) alegrias. Eu contabilizo tudo de bom que me aparece', diz Fabiana, também adepta da felicidade homeopática. 'Se o zíper daquele vestido que eu
adoro volta a fechar (ufa!) ou se pego um congestionamento muito menor
do que eu esperava, tenho consciência de que são momentos de
felicidade e vivo cada segundo. Elis conta que cresceu esperando a felicidade com maiúsculas e na primeira pessoa do plural: 'Eu me imaginava sempre com um homem lindo
do lado, dizendo que me amava e me levando pra lugares mágicos Agora,
viajando com frequência por causa de seu trabalho, ela descobriu que
dá pra ser feliz no singular: 'Quando estou na estrada dirigindo e
ouvindo as músicas que eu amo, é um momento de pura felicidade. Olho
a paisagem, canto, sinto um bem-estar indescritível'.
Uma empresária que conheci recentemente me contou que estava
falando e rindo sozinha quando o marido chegou em casa. Assustado, ele
perguntou com quem ela estava conversando: 'Comigo mesma', respondeu.
'Adoro conversar com pessoas inteligentes' Criada para viver grandes
momentos, grandes amores e aquela felicidade dos filmes, a empresária
trocou os roteiros fantasiosos por prazeres mais simples e aprendeu
duas lições básicas: que podemos viver momentos ótimos mesmo não
estando acompanhadas e que não tem sentido esperar até que um fato
mágico nos faça felizes. Esperar para ser feliz, aliás, é um esporte que abandonei há
tempos. E faz parte da minha 'dieta de felicidade' o uso
moderadíssimo da palavra 'quando'. Aquela história de 'quando eu
ganhar na Mega Sena', 'quando eu me casar', 'quando tiver filhos',
'quando meus filhos crescerem', 'quando eu tiver um emprego fabuloso'
ou 'quando encontrar um homem que me mereça', tudo isso serve apenas
para nos distrair e nos fazer esquecer da felicidade de hoje. Esperar
o príncipe encantado, por exemplo, tem coisa mais sem sentido? Mesmo porque
quase sempre os súditos são mais interessantes do que os príncipes;
ou você acha que a Camilla Parker-Bowles está mais bem servida do
que a Victoria Beckham? Como tantos já disseram tantas vezes, aproveitem o momento, amigos. E quem for ruim de contas recorra à calculadora para ir somando as
pequenas felicidades. Podem até dizer que nos falta ambição, que
essa soma de pequenas alegrias é uma operação matemática muito
modesta para os nossos tempos. Que digam. Melhor ser minimamente feliz
várias vezes por dia do que viver eternamente em compasso de espera.

--

Leila Ferreira é jornalista, apresentadora de TV e autora do livro
'Mulheres - Por que Será que Elas...', da Editora Globo.

terça-feira, 8 de fevereiro de 2011

Os Sete Sábios Cegos


Autor Desconhecido
Sete sábios cegos, cada um de uma religião, discutiam qual deles conhecia, realmente, a verdade.
Um rei muito sábio que observava a discussão aproximou-se e perguntou:
- O que vocês estão discutindo?
- Estamos tentando descobrir qual de nós é dono da verdade.
Ao escutar isso, o rei, imediatamente, pediu a um de seus servos que levasse sete cegos e um elefante até o seu castelo. Quando os cegos e o elefante chegaram ao palácio, o rei mandou chamar os sete sábios e pediu-lhes que observassem o que aconteceria a seguir.
O sábio rei pediu aos cegos que tocassem o elefante e o descrevessem, um de cada vez.
O primeiro cego tocou a tromba do elefante e disse:
- É comprido, parece uma serpente.
O segundo tocou-o no dente e disse:
- É duro, parece uma pedra.
O terceiro segurou-lhe o rabo e disse:
- É cheio de cordinhas.
O quarto pegou na orelha e disse:
- Parece um couro bem grosso.
E assim, sucessivamente, cada cego descreveu o elefante de acordo com
a parte dele que estava tocando.
Quando todos terminaram de descrever o animal, o rei perguntou aos sete sábios:
- Algum desses cegos mentiu?
- Não! - responderam os sábios em coro – Todos falaram a verdade.
Então, o rei perguntou:
- Mas algum deles disse realmente o que é um elefante?
- Não, nenhum cego disse o que é um elefante, mesmo porque cada um tocou apenas uma parte dele - disse um dos sábios.
- Vocês, sábios, que estão discutindo quem é dono da verdade, parecem cegos. Todos estão falando a verdade, mas, como os sete cegos, cada um se refere apenas a uma parte dela – disse o sábio rei, concluindo: - Ninguém é dono da verdade, porque ninguém a detém por inteiro. Somos donos apenas de parte da verdade.
História enviada pela querida Denise Tiseu.
Bjs, Dê.
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segunda-feira, 7 de fevereiro de 2011

53HMMN - O Menino que Quase Virou Cachorro

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Ruth Rocha
Miguel era um menino bacana.
Brincalhão, inteligente, amigo dos amigos.
E ele era muito amigo do Tanaka, um outro menino brincalhão, inteligente e descolado.
Os dois conversavam muito, sobre uma porção de coisas.
Um dia o Miguel disse pro Tanaka:
-Cê sabe, Tanaka, eu acho que eu sou invisível.
-Invisível? Como assim? Eu estou vendo você muito bem...
- Não – disse o Miguel – não sou invisível pra todo mundo, não. Só pros meus pais. Eles olham pra mim, mas acho que eles não me enxergam!
O Tanaka ficou espantado. E então eles combinaram que iriam à casa do Miguel só pro Tanaka ver. No sábado, na hora do almoço Tanaka chegou, como eles tinham combinado.
Miguel abriu a porta, mandou o amigo entrar e anunciou a todos que já estavam sentados pra almoçar :
-Eu trouxe o Tanaka pra almoçar conosco!
A mãe do Miguel levantou, botou um a cadeira pro Tanaka, foi buscar um prato, um copo e os talheres.
Enquanto isso ia conversando:
-Olá, Tanaka, faz tempo que você não aparece! E sua mãe vai bem? E sua irmã, tão bonitinha, sua irmã...
Mas nem olhou pra Miguel.
Miguel sentou-se, serviu-se, comeu, e ninguém olhou pra ele. Tanaka ficou reparando.
Então o Miguel fez uma pergunta pra pai, mas ele estava prestando atenção à TV e só fez:
-Shhh...
Quando os meninos saíram o Tanaka estava espantado, mas ele disse:
-Acho que as famílias são assim mesmo. Ninguém presta atenção aos filhos...
O Miguel ainda falou:
-Pois é, quando eu saio com mau pai é ainda pior! Mau pai fala comigo como se eu fosse o cachorro “Anda!”, “Anda logo!” “Espera!” “Anda!” “Vem logo!”
Na semana seguinte Miguel saiu com o pai. E como ele tinha dito o pai só dizia “Anda!”, “Vem logo!”
Miguel foi ficando bravo.
Aí quando o pai, mais uma vez disse “Anda!” Miguel latiu:
-Au, au, au, au!
O pai olhou espantado, mas o ônibus estava chegando e eles tomaram o ônibus.
Quando desceram o pai continuou: Anda, para, espera, vem logo!
Miguel latiu outra vez:
-Au, au, au, au!
O pai olhou espantado:
-Que é isso, menino, vem!
E o Miguel:
-Au, au, au, au!
-Pára com isso! – o pai respondeu – Vem!
Miguel resolveu parar, porque achou que o pai estava ficando bravo...
Mas na outra semana havia um casamento de uma prima e o pai levou o Miguel para comprar uma roupa. Nem perguntou o que ele queria. Já foi escolhendo uma calça comprida, uma camisa, um suéter e ... uma gravata.
Miguel não falou nada, porque ninguém perguntou. Mas ele pensou: “Eu não vou botar gravata, nem morto. Eu não sou cachorro pra usar coleira...”
No dia do casamento Miguel tomou banho, se vestiu, calçou os sapatos, que também eram novos, mas não botou a gravata.
O pai dele chamou: “Vem aqui. Miguel chegou perto do pai e disse:
- Eu não quero botar gravata. Parece coleira.
O pai nem respondeu. Ele disse:
-Vem! E foi botando a gravata no pescoço d Miguel e dando um laço e apertando o laço e o Miguel começou a uivar.
-Aúúúúúúú!
O pai ficou espantado, mas continuou a apertar o laço e a dizer:
-Fica quieto! Não se mexa!
Pare com isso!
E então o laço estava tão apertado que o Miguel não agüentou. Tacou uma mordida na mão do pai.
O pai ficou furioso, cheio de “Que é issos” e de “ Para já com issos” e de “Vam’ver, vam’veres”.
A mãe veio lá de dentro pra ver o que estava acontecendo e o Miguel disse:
-Se não querem que eu vire cachorro, não me tratem como cachorro!
O pai olhou pra mãe.
A mãe olhou pra pai.
-Que é isso – disse a mãe – ninguém trata você como cachorro!
E o Miguel respondeu:
-Então não me ponham coleira! Não me chamem “Vem”. Eu tenho nome.
O Miguel, nesse dia, foi ao casamento sem coleira... quer dizer, sem gravata.
E o Tanaka e contou que quando foi à casa do Miguel, na semana passada, os pais falavam com ele direitinho:
-Quer mais feijão, Miguel?
-Me passa a batatinha, filho?

http://www2.uol.com.br/ruthrocha/historias_04_in.htm

sexta-feira, 4 de fevereiro de 2011

52H MMN - A menina e o pássaro encantado

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Imagem retirada do Gloogle
Era uma vez uma menina que tinha um pássaro como seu melhor amigo.
Ele era um pássaro diferente de todos os demais: era encantado. Os pássaros comuns, se a porta da gaiola ficar aberta, vão-se embora para nunca mais voltar. Mas o pássaro da menina voava livre e vinha quando sentia saudades… As suas penas também eram diferentes. Mudavam
de cor. Eram sempre pintadas pelas cores dos lugares estranhos e longínquos por onde voava. Certa vez voltou totalmente branco, cauda enorme de plumas fofas como o algodão… — Menina, eu venho das montanhas frias e cobertas de neve, tudo maravilhosamente branco e puro, brilhando sob a luz da lua, nada se ouvindo a não ser o barulho do vento que faz estalar o gelo que cobre os galhos das árvores. Trouxe, nas minhas penas, um pouco do encanto que vi, como presente para ti…E, assim, ele começava a cantar as canções e as histórias daquele
mundo que a menina nunca vira. Até que ela adormecia, e sonhava que voava nas asas do pássaro. Outra vez voltou vermelho como o fogo, penacho dourado na cabeça.
— Venho de uma terra queimada pela seca, terra quente e sem água, onde os grandes, os pequenos e os bichos sofrem a tristeza do sol que não se apaga. As minhas penas ficaram como aquele sol, e eu trago as canções tristes daqueles que gostariam de ouvir o barulho das
cachoeiras e ver a beleza dos campos verdes. E de novo começavam as histórias. A menina amava aquele pássaro e podia ouvi-lo sem parar, dia após dia. E o pássaro amava a menina, e
por isto voltava sempre. Mas chegava a hora da tristeza. — Tenho de ir — dizia.
— Por favor, não vás. Fico tão triste. Terei saudades. E vou chorar…— E a menina fazia beicinho… — Eu também terei saudades — dizia o pássaro. — Eu também vou chorar.
Mas vou contar-te um segredo: as plantas precisam da água, nós precisamos do ar, os peixes precisam dos rios… E o meu encanto precisa da saudade. É aquela tristeza, na espera do regresso, que faz com que as minhas penas fiquem bonitas. Se eu não for, não haverá saudade. Eu deixarei de ser um pássaro encantado. E tu deixarás de me amar.
Assim, ele partiu. A menina, sozinha, chorava à noite de tristeza, imaginando se o pássaro voltaria. E foi numa dessas noites que ela teve uma ideia malvada: “Se eu o prender numa gaiola, ele nunca mais partirá. Será meu para sempre. Não mais terei saudades. E ficarei
feliz…” Com estes pensamentos, comprou uma linda gaiola, de prata, própria
para um pássaro que se ama muito. E ficou à espera. Ele chegou finalmente, maravilhoso nas suas novas cores, com histórias diferentes para contar. Cansado da viagem, adormeceu. Foi então que a menina, cuidadosamente, para que ele não acordasse, o prendeu na gaiola, para
que ele nunca mais a abandonasse. E adormeceu feliz. Acordou de madrugada, com um gemido do pássaro… — Ah! menina… O que é que fizeste? Quebrou-se o encanto. As minhas penas ficarão feias e eu esquecer-me-ei das histórias… Sem a saudade, o amor ir-se-á embora…
A menina não acreditou. Pensou que ele acabaria por se acostumar. Mas não foi isto que aconteceu. O tempo ia passando, e o pássaro ficando diferente. Caíram as plumas e o penacho. Os vermelhos, os verdes e os azuis das penas transformaram-se num cinzento triste. E veio o
silêncio: deixou de cantar. Também a menina se entristeceu. Não, aquele não era o pássaro que ela amava. E de noite ela chorava, pensando naquilo que havia feito ao seu
amigo… Até que não aguentou mais. Abriu a porta da gaiola. — Podes ir, pássaro. Volta quando quiseres… — Obrigado, menina. Tenho de partir. E preciso de partir para que a saudade chegue e eu tenha vontade de voltar. Longe, na saudade, muitas coisas boas começam a crescer dentro de nós. Sempre que ficares com saudade, eu ficarei mais bonito. Sempre que eu ficar com saudade, tu ficarás mais bonita. E enfeitar-te-ás, para me esperar…E partiu. Voou que voou, para lugares distantes. A menina contava os dias, e a cada dia que passava a saudade crescia.
— Que bom — pensava ela — o meu pássaro está a ficar encantado de novo…
E ela ia ao guarda-roupa, escolher os vestidos, e penteava os cabelos e colocava uma flor na jarra. — Nunca se sabe. Pode ser que ele volte hoje… Sem que ela se apercebesse, o mundo inteiro foi ficando encantado, como o pássaro. Porque ele deveria estar a voar de qualquer lado e de
qualquer lado haveria de voltar. Ah! Mundo maravilhoso, que guarda em algum lugar secreto o pássaro encantado que se ama… foi assim que ela, cada noite, ia para a cama, triste de saudade,
mas feliz com o pensamento: “Quem sabe se ele voltará amanhã….” E assim dormia e sonhava com a alegria do reencontro.
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Imagem retirada do Gloogle
* * *

Para o adulto que for ler esta história para uma criança:
Esta é uma história sobre a separação: quando duas pessoas que se amam
têm de dizer adeus…
Depois do adeus, fica aquele vazio imenso: a saudade.
Tudo se enche com a presença de uma ausência.
Ah! Como seria bom se não houvesse despedidas…
Alguns chegam a pensar em trancar em gaiolas aqueles a quem amam. Para
que sejam deles, para sempre… Para que não haja mais partidas…
Poucos sabem, entretanto, que é a saudade que torna encantadas as
pessoas. A saudade faz crescer o desejo. E quando o desejo cresce,
preparam-se os abraços.
Esta história, eu não a inventei.
Fiquei triste, vendo a tristeza de uma criança que chorava uma
despedida… E a história simplesmente apareceu dentro de mim, quase
pronta.
Para quê uma história? Quem não compreende pensa que é para divertir.
Mas não é isso.
É que elas têm o poder de transfigurar o quotidiano.
Elas chamam as angústias pelos seus nomes e dizem o medo em canções.
Com isto, angústias e medos ficam mais mansos.
Claro que são para crianças.
Especialmente aquelas que moram dentro de nós, e têm medo da solidão…

Big Brother Brasil

Luiz Fernando Veríssimo

Que me perdoem os ávidos telespectadores do Big Brother Brasil (BBB), produzido e organizado pela nossa distinta Rede Globo, mas conseguimos chegar ao fundo do poço...A décima primeira (está indo longe!) edição do BBB é uma síntese do que há de pior na TV brasileira. Chega a ser difícil,... encontrar as palavras adequadas para qualificar tamanho atentado à nossa modesta inteligência.
Dizem que em Roma, um dos maiores impérios que o mundo conheceu, teve seu fim marcado pela depravação dos valores morais do seu povo, principalmente pela banalização do sexo. O BBB é a pura e suprema banalização do sexo. Impossível assistir, ver este programa ao lado dos filhos. Gays, lésbicas, heteros... todos, na mesma casa, a casa dos “heróis”, como são chamados por Pedro Bial. Não tenho nada contra gays, acho que cada um faz da vida o que quer, mas sou contra safadeza ao vivo na TV, seja entre homossexuais ou heterosexuais. O BBB é a realidade em busca do IBOPE...
Veja como Pedro Bial tratou os participantes do BBB. Ele prometeu um “zoológico humano divertido” . Não sei se será divertido, mas parece bem variado na sua mistura de clichês e figuras típicas.
Pergunto-me, por exemplo, como um jornalista, documentarista e escritor como Pedro Bial que, faça-se justiça, cobriu a Queda do Muro de Berlim, se submete a ser apresentador de um programa desse nível. Em um e-mail que recebi há pouco tempo, Bial escreve maravilhosamente bem sobre a perda do humorista Bussunda referindo-se à pena de se morrer tão cedo.
Eu gostaria de perguntar, se ele não pensa que esse programa é a morte da cultura, de valores e princípios, da moral, da ética e da dignidade.
Outro dia, durante o intervalo de uma programação da Globo, um outro repórter acéfalo do BBB disse que, para ganhar o prêmio de um milhão e meio de reais, um Big Brother tem um caminho árduo pela frente, chamando-os de heróis. Caminho árduo? Heróis?
São esses nossos exemplos de heróis?
Caminho árduo para mim é aquele percorrido por milhões de brasileiros: profissionais da saúde, professores da rede pública (aliás, todos os professores), carteiros, lixeiros e tantos outros trabalhadores incansáveis que, diariamente, passam horas exercendo suas funções com dedicação, competência e amor, quase sempre mal remunerados...
Heróis, são milhares de brasileiros que sequer têm um prato de comida por dia e um colchão decente para dormir e conseguem sobreviver a isso, todo santo dia.
Heróis, são crianças e adultos que lutam contra doenças complicadíssimas porque não tiveram chance de ter uma vida mais saudável e digna.
Heróis, são aqueles que, apesar de ganharem um salário mínimo, pagam suas contas, restando apenas dezesseis reais para alimentação, como mostrado em outra reportagem apresentada, meses atrás pela própria Rede Globo.
O Big Brother Brasil não é um programa cultural, nem educativo, não acrescenta informações e conhecimentos intelectuais aos telespectadores, nem aos participantes, e não há qualquer outro estímulo como, por exemplo, o incentivo ao esporte, à música, à criatividade ou ao ensino de conceitos como valor, ética, trabalho e moral.
E ai vem algum psicólogo de vanguarda e me diz que o BBB ajuda a "entender o comportamento humano". Ah, tenha dó!!!
Veja o que está por de tra$$$$$$$$$$$$$$$$ do BBB: José Neumani da Rádio Jovem Pan, fez um cálculo de que se vinte e nove milhões de pessoas ligarem a cada paredão, com o custo da ligação a trinta centavos, a Rede Globo e a Telefônica arrecadam oito milhões e setecentos mil reais. Eu vou repetir: oito milhões e setecentos mil reais a cada paredão.
Já imaginaram quanto poderia ser feito com essa quantia se fosse dedicada a programas de inclusão social: moradia, alimentação, ensino e saúde de muitos brasileiros?
(Poderiam ser feitas mais de 520 casas populares; ou comprar mais de 5.000 computadores!)
Essas palavras não são de revolta ou protesto, mas de vergonha e indignação, por ver tamanha aberração ter milhões de telespectadores.
Em vez de assistir ao BBB, que tal ler um livro, um poema de Mário Quintana ou de Neruda ou qualquer outra coisa..., ir ao cinema..., estudar... , ouvir boa música..., cuidar das flores e jardins... , telefonar para um amigo... , visitar os avós... , pescar..., brincar com as crianças... , namorar... ou simplesmente dormir.
Assistir ao BBB é ajudar a Globo a ganhar rios de dinheiro e destruir o que ainda resta dos valores sobre os quais foi construída nossa sociedade.

terça-feira, 1 de fevereiro de 2011

Clarice Lispector

Imagem retirada do Gloogle
“Gosto dos venenos mais lentos, das bebidas mais amargas, das drogas mais poderosas, das idéias mais insanas, dos pensamentos mais complexos, dos sentimentos mais fortes… tenho um apetite voraz e os delírios mais loucos.Você pode até me empurrar de um penhasco que eu vou dizer:
- E daí? Eu adoro voar!
Não me dêem fórmulas certas, por que eu não espero acertar sempre. Não me mostrem o que esperam de mim, por que vou seguir meu coração. Não me façam ser quem não sou. Não me convidem a ser igual, por que sinceramente sou diferente. Não sei amar pela metade. Não sei viver de mentira. Não sei voar de pés no chão. Sou sempre eu mesma, mas com certeza não serei a mesma pra sempre”

“Renda-se, como eu me rendi. Mergulhe no que você não conhece como eu mergulhei. Não se preocupe em entender, viver ultrapassa qualquer entendimento.”

“Minha força está na solidão. Não tenho medo nem de chuvas tempestivas nem de grandes ventanias soltas, pois eu também sou o escuro da noite.”

“É curioso como não sei dizer quem sou. Quer dizer, sei-o bem, mas não posso dizer. Sobretudo tenho medo de dizer porque no momento em que
tento falar não só não exprimo o que sinto como o que sinto se transforma lentamente no que eu digo.”
“Mas tenho medo do que é novo e tenho medo de viver o que não entendo - quero sempre ter a garantia de pelo menos estar pensando que entendo, não sei me entregar à desorientação.”
“O que eu sinto eu não ajo.
O que ajo não penso.
O que penso não sinto.
Do que sei sou ignorante.
Do que sinto não ignoro.
Não me entendo e ajo como se entendesse.”


“Sou como você me vê,
posso ser leve como uma brisa,
ou forte como uma ventania,
depende de quando,
e como você me vê passar.”




Pêras ao Vinho Tinto

Ingredientes:

- 4 pêras firmes
- Suco de 1 limão
- 2 xícaras (chá) de açúcar
- 2 xícaras (chá) de vinho tinto - de preferência, seco
- 1/2 xícara (chá) de vinho do Porto
- 1/2 xícara (chá) de xarope de groselha
- Raminhos de hortelã para decoração

Modo de Preparo:

Descasque as pêras inteiras e coloque de molho em água com limão
para que não escureçam. Reserve. Numa panela, misture o açúcar, o
vinho tinto, o vinho do Porto e a groselha, deixando ferver por 5
minutos.

Acrescente as pêras e cozinhe por 30 minutos, até ficarem macias.
Retire as pêras delicadamente com uma escumadeira e reserve. Leve
a calda de volta ao fogo e cozinhe por mais 15 minutos ou até
engrossar um pouco.

Coloque as pêras em pratos individuais, regue com a calda e
enfeite com raminhos de hortelã. Podem ser servidas quentes ou
frias. Se quiser, sirva fria com chantilly ou sorvete de creme.
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