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HOJE ALGUMAS FRASES ME DEFINEM: Clarice Lispector "Os contos de fadas são assim. Uma manhã, a gente acorda. E diz: "Era só um conto de fadas"... Mas no fundo, não estamos sorrindo. Sabemos muito bem que os contos de fadas são a única verdade da vida." Antoine de Saint-Exupéry. Contando Histórias e restaurando Almas."Há um tempo em que é preciso abandonar as roupas usadas, que já tem a forma do nosso corpo, e esquecer os nossos caminhos, que nos levam sempre aos mesmos lugares. É o tempo da travessia: e, se não ousarmos fazê-la, teremos ficado, para sempre, à margem de nós mesmos." Fernando Pessoa

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domingo, 23 de outubro de 2011

O Menino Maluquinho

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Era uma vez um menino maluquinho. Ele tinha o olho maior que a barriga.
Ele tinha fogo no rabo. Tinha vento nos pés.
Umas pernas enormes (que davam para abraçar o mundo).
E macaquinhos no sótão (embora nem soubesse o que era macaquinhos no sótão).
Ele era um menino impossível.

A Princesa que Queria ser Bonita

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Era uma vez uma princesinha muito infeliz, porque não era bonita como achava que uma princesa devia ser. Todo o dia se sentava muito triste no jardim e chorava de dar pena, porque achava que nenhum príncipe faria dela uma rainha.
Um dia estava sentada perto do muro do jardim, quietinha, com aquela tristeza toda, quando passou na estrada uma velhinha, muito curvada, carregando uma trouxa. A velhinha viu a menina do outro lado do muro e perguntou:
- Por que chora, princesinha?
- Porque não sou bonita – respondeu a princesa -, e assim nunca vou ser rainha.
- Por que você não sai andando pelo mundo até encontrar alguém que a faça bonita? Perguntou a velha e continuou seu caminho. A princesinha achou que seria uma grande aventura e, saindo pelo portão do palácio, pôs-se a andar. Procurou a velhinha, mas ela tinha desaparecido sem deixar rastro, como se tivesse sido tragada pela poeira da estrada. Antes que a princesa se afastasse muito, encontrou um menino que vinha tateando e tropeçando, como se fosse muito difícil encontrar o caminho certo. Quando ela chegou bem perto, o menino tocou a manga de seda do vestido dela e perguntou:
- Aonde você vai?
- Vou procurar alguém que me faça bonita – respondeu ela. – Senão, nunca serei rainha.
- Pode me ajudar primeiro? – pediu o menino. – Sou cego e não sei voltar para casa.
A princesinha pegou a mão do menino e andou junto com ele, guiando-o com muita gentileza, até chegarem a uma casinha na beira da estrada, onde ele morava.
Voltou correndo à estrada, para continuar a viagem, pois achava que tinha perdido tempo. Mal tinha começado a andar, encontrou uma menina chorando à margem do bosque. Quando a menina avistou a princesa, perguntou:
- Aonde você vai?
-Vou procurar alguém que me faça bonita - respondeu ela. _ Senão nunca serei rainha.
- Pode me ajudar primeiro? – pediu a menina. – Minha mãe está doente e fui à leiteria buscar leite e ovos para ela, mas disseram que preciso pagar e não tenho dinheiro.
A princesa abriu a bolsinha dourada que levava pendurada à cintura. Tinha apenas duas moedas para se manter durante a viagem, mas pegou uma reluzente moeda de ouro e deu para a menina, dizendo:
- Tome para comprar o leite e os ovos para sua mãe.
A menina sorriu, e o sorriso dela brilhava tanto de felicidade que iluminou as duas, como se fosse um raio de sol.
“Agora preciso me apressar”, pensou a princesinha. “Já está ficando tarde e não estou nem um pouco mais bonita do que quando saí de casa”. Continuou andando e, numa curva do caminho, encontrou de novo a velhinha que a tinha aconselhado a correr o mundo.
- Fez o que aconselhei?- perguntou a velha.
- Sim – disse a princesa. – Mas ainda sou feia! – e baixou a cabeça, entristecida.
- Ah, isto é que não – disse a velhinha. – Veja só! – E, pegando um espelho, levantou-o diante do rosto da princesa.
E ela viu que uma coisa espantosa tinha acontecido. Por ter conduzido com a luz dos seus olhos o menino cego, os olhos estavam grandes e luminosos como duas estrelas. Seus cabelos tinham se tornado dourados e reluzentes como a moeda de oura que dera à menina.
- Então, um dia, serei rainha? – perguntou a princesa, encantada com a sua visão no espelho.
A velhinha remexeu na trouxa, tirou de lá uma pequena coroa de ouro e colocou-a na cabeça da princesinha, dizendo:
- Você já é uma rainha, querida!
Fonte: William J.Bennett – Livro das virtudes II
http://www.aletria.com.br/

domingo, 31 de julho de 2011

A Síndrome do Sapo Fervido


Imagens do Google

Vários estudos biológicos provaram que um sapo colocado num recipiente com a mesma água da sua lagoa, fica estático durante todo o tempo em que aquecemos a água, até que ela ferva. O sapo não reage ao gradual aumento da temperatura (mudanças do ambiente) e morre quando a água ferve. Inchadinho e feliz.
Por outro lado, outro sapo que seja jogado neste recipiente, já com água fervendo, salta imediatamente para fora. Meio chamuscado, porém vivo !
Temos vários sapos fervidos por aí, concorda?
Não percebem as mudanças, acham que está muito bom, que vai passar,que é só dar um tempo ! Estão prestes a morrer, porém ficam boiando, estáveis e impávidos, na água em que se aquecem a cada minuto. Acabam "morrendo" inchadinhos e felizes, sem ter percebido as mudanças.
Sapos fervidos não percebem que, além de não serem eficientes, (fazer as coisas) precisam ser eficazes (fazer as coisas certas).
E para que isso aconteça, tem que haver um crescimento profissional com espaço para diálogo, para a comunicação clara, para o compartilhamento, para o planejamento e para a relação adulta. O desafio ainda maior está na humildade de atuar de forma coletiva.Fizemos durante muitos anos o culto ao individualismo e a turbulência exige, hoje, o espaço coletivo, que é a essência da eficácia como resposta.Tornar as ações coletivas exige, fundamentalmente, muita competência interpessoal para o desenvolvimento do espírito de equipe, exige saber partilhar o poder, delegar, acreditar no potencial das pessoas e saber ouvir. Há sapos fervidos, que ainda acreditam que o fundamental é a obediência e não a competência, que, manda quem pode e obedece quem tem juízo!
Acordem sapos fervidos! Saiam dessa! O mundo mudou! Pulem fora antes que a água ferva. Precisamos estar vivos, meio chamuscados, mas vivos e prontos para agir!


Rubem Alves.


http://rubemalvesdois.wordpress.com/2011/07/29/a-sindrome-do-sapo-fervido/

terça-feira, 12 de julho de 2011

72H MMN - Dois Bons Amigos

Meus Queridos achei este livro e resolvemos contar esta história.Depois de contarmos...Mostramos o livro.Este já não possui nem capa foi salvo do lixo.Mostramos as crianças a necessidade de não julgarmos pela aparência.
Foi muito bom.


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O Amor Antigo


Imagem do Google
O amor antigo vive de si mesmo,
não de cultivo alheio ou de presença.
Nada exige nem pede. Nada espera,
mas do destino vão nega a sentença.
O amor antigo tem raízes fundas,
feitas de sofrimento e de beleza.
Por aquelas mergulha no infinito,
e por estas suplanta a natureza.
Se em toda parte o tempo desmorona
aquilo que foi grande e deslumbrante,
o antigo amor, porém, nunca fenece
e a cada dia surge mais amante.
Mais ardente, mais pobre de esperança.
Mais triste? Não. Ele venceu a dor,
e resplandece no seu canto obscuro,
tanto mais velho quanto mais amor.
Fonte: br.geocities.com


Imgem do Google

quarta-feira, 6 de julho de 2011

Se é bom ou se é mau


Imagem do Google

Um homem muito rico, ao morrer, deixou suas terras para seus filhos. Todos eles receberam terras férteis e belas, com exceção do mais novo, para quem sobrou um charco inútil para a agricultura. Seus amigos se entristeceram com isso e o visitaram, lamentando a injustiça que lhe havia sido feita. Mas ele só lhes disse uma coisa:
“ Se é bom ou se é mal, só o futuro dirá”
No ano seguinte, uma seca terrível se abateu sobre o país, e as terras dos seus irmãos foram devastadas: Mas o charco do irmão mais novo se transformou em um oásis fértil e belo. Ele ficou rico e comprou um lindo cavalo branco por um preço altíssimo. Seus amigos organizaram uma festa porque coisa tão maravilhosa tinha acontecido. Mas dele só ouviram uma coisa:[I] “ Se é bom ou se é mal, só o futuro dirá”
No dia seguinte seu cavalo de raça fugiu e foi grande tristeza. Seus amigos vieram e lamentaram o acontecido. Mas o que o homem lhes disse foi: [I]“ Se é bom ou se é mal, só o futuro dirá
Passados sete dias o cavalo voltou trazendo consigo dez lindos cavalos selvagens. Vieram os amigos celebrar essa nova riqueza, mas o que ouviram foram as palavras de sempre:
“ Se é bom ou se é mal, só o futuro dirá”
No dia seguinte seu filho sem juízo montou um cavalo selvagem. O cavalo corcoveou e o lançou longe. O moço quebrou uma perna. Voltaram os amigos para lamentar as desgraças: [“Se é bom ou se é mal, só o futuro dirá”, o pai o repetiu. Passados poucos dias, vieram os soldados o rei para levar os jovens para a guerra. Todos os moços tiveram de partir, menos o seu filho de perna quebrada, os amigos se alegraram e vieram festejar. O pai viu tudo e só disse uma coisa: “Se é bom ou se é mal, só o futuro dirá”
Assim termina a história, sem fim e com reticências (...) Ela poderá ser continuada, indefinidamente.
Somos personagens dessa história também, aquilo de bom ou ruim que acontece conosco, devemos ser sábios para aceitar com resignação.
Lembre-se: “Se é bom ou se é mal, só o futuro dirá”

Rubem Alves
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