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HOJE ALGUMAS FRASES ME DEFINEM: Clarice Lispector "Os contos de fadas são assim. Uma manhã, a gente acorda. E diz: "Era só um conto de fadas"... Mas no fundo, não estamos sorrindo. Sabemos muito bem que os contos de fadas são a única verdade da vida." Antoine de Saint-Exupéry. Contando Histórias e restaurando Almas."Há um tempo em que é preciso abandonar as roupas usadas, que já tem a forma do nosso corpo, e esquecer os nossos caminhos, que nos levam sempre aos mesmos lugares. É o tempo da travessia: e, se não ousarmos fazê-la, teremos ficado, para sempre, à margem de nós mesmos." Fernando Pessoa

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quinta-feira, 15 de julho de 2010

Mudança

Texto de Clarice Lispector
Sente-se em outra cadeira, no outro lado da mesa. Mais tarde, mude de mesa.Quando sair, procure andar pelo outro lado da rua. Depois, mude de caminho, ande por outras ruas, calmamente, observando com atenção os lugares por onde você passa.Tome outros ônibus.Mude por uns tempos o estilo das roupas. Dê os seus sapatos velhos. Procure andar descalço alguns dias. Tire uma tarde inteira para passear livremente na praia, ou no parque, e ouvir o canto dos passarinhos.Veja o mundo de outras perspectivas.Abra e feche as gavetas e portas com a mão esquerda. Durma no outro lado da cama... Depois, procure dormir em outras camas. Assista a outros programas de tv, compre outros jornais... leia outros livros.Viva outros romances.Não faça do hábito um estilo de vida. Ame a novidade. Durma mais tarde. Durma mais cedo.Aprenda uma palavra nova por dia numa outra língua.Corrija a postura.Coma um pouco menos, escolha comidas diferentes, novos temperos, novas cores, novas delícias.Tente o novo todo dia. O novo lado, o novo método, o novo sabor, o novo jeito, o novo prazer, o novo amor.A nova vida. Tente. Busque novos amigos. Tente novos amores. Faça novas relações.Almoce em outros locais, vá a outros restaurantes, tome outro tipo de bebida, compre pão em outra padaria.Almoce mais cedo, jante mais tarde ou vice-versa.Escolha outro mercado... outra marca de sabonete, outro creme dental... Tome banho em novos horários.Use canetas de outras cores. Vá passear em outros lugares.Ame muito, cada vez mais, de modos diferentes.Troque de bolsa, de carteira, de malas, troque de carro, compre novos óculos, escreva outras poesias.Jogue os velhos relógios, quebre delicadamente esses horrorosos despertadores.Abra conta em outro banco. Vá a outros cinemas, outros cabeleireiros, outros teatros, visite novos museus.Mude.Lembre-se de que a Vida é uma só. E pense seriamente em arrumar um outro emprego, uma nova ocupação, um trabalho mais light, mais prazeroso, mais digno, mais humano.Se você não encontrar razões para ser livre, invente-as. Seja criativo.E aproveite para fazer uma viagem despretensiosa, longa, se possível sem destino. Experimente coisas novas. Troque novamente. Mude, de novo. Experimente outra vez.Você certamente conhecerá coisas melhores e coisas piores do que as já conhecidas, mas não é isso o que importa.O mais importante é a mudança, o movimento, o dinamismo, a energia. Só o que está morto não muda !Repito por pura alegria de viver: a salvação é pelo risco, sem o qual a vida não vale a pena!

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Clarice por Clarice

“Eu disse a uma amiga:— A vida sempre superexigiu de mim.Ela disse:— Mas lembre-se de que você também superexige da vida.Sim.”

segunda-feira, 12 de julho de 2010

29H MMN - A Lenda do Tambor



Imagem retirada do Google



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Imagem retirada do Google

Conto Popular da Guiné-Bissau

Dizem na Guiné que a primeira viagem à Lua foi feita pelo Macaquinho de nariz branco. Segundo dizem, certo dia, os macaquinhos de nariz branco resolveram fazer uma viagem à Lua a fim de traze-la para a Terra. Após tanto tentar subir, sem nenhum sucesso, um deles, dizem que o menor, teve a idéia de subirem uns por cima dos outros, até que um deles conseguiu chegar à Lua. Porém, a pilha de macacos desmoronou e todos caíram, menos o menor, que ficou pendurado na Lua. Esta lhe deu a mão e o ajudou a subir. A Lua gostou tanto dele que lhe ofereceu, como regalo, um tamborinho. O macaquinho foi ficando por lá, até que começou a sentir saudades de casa e resolveu pedir à Lua que o deixasse voltar. A lua o amarrou ao tamborinho para descê-lo pela corda, pedindo a ele que não tocasse antes de chegar à Terra e, assim que chegasse, tocasse bem forte para que ela cortasse o fio. O Macaquinho foi descendo feliz da vida, mas na metade do caminho, não resistiu e tocou o tamborinho. Ao ouvir o som do tambor a Lua pensou que o Macaquinho houvesse chegado à Terra e cortou a corda. O Macaquinho caiu e, antes de morrer, ainda pode dizer a uma moça que o encontrou, que aquilo que ele tinha era um tamborinho, que deveria ser entregue aos homens do seu país. A moça foi logo contar a todos sobre o ocorrido. Vieram pessoas de todo o país e, naquela terra africana, ouviam-se os primeiros sons de tambor.



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terça-feira, 6 de julho de 2010

Bruna e a Galinha D’angola

Imagem retirada do Google

Gercilda de Almeida

Bruna era uma menina que se sentia muito sozinha. Sua avó veio da África e sempre lhe contava histórias. Uma que ela gostava muito era a do panô da galinha que sua avó trouxera da África. “Conta a lenda de uma aldeia africana que Ósún era uma menina que se sentia só e para lhe fazer companhia resolveu criar o que ela chamava de " o seu povo”. Foi assim que surgiu Conquém, a galinha d’Angola.Bruna então pediu a seu tio que era um bom oleiro, que lhe ensinasse a trabalhar com barro. Bruna então modelou na argila a galinha d’Angola e passou a brincar com ela.No dia de seu aniversário, sua avó lhe deu uma galinha d’Angola de verdade que andava e gritava:_ Conquém! Conquém!As outras crianças da aldeia que não brincavam com Bruna foram se aproximando dela e pedindo para brincar com a Conquém, aí Bruna arranjou muitas amigas e fizeram muitas galinhas de barro iguais a Conquém.Um dia as crianças acharam no baú da avó de Bruna um panô que contava a lenda africana dos animais que ajudaram a Conquém na criação do mundo e de seu povo. Conquém espalhou as sementes na terra, o lagarto desceu para ver se a terra era firma e o pombo foi avisar aos outros animais que podiam vir povoar aquele lugar.Bruna e suas amigas ficaram muito conhecidas, porque todos da aldeia se juntavam para ouvirem a história do panô.Sua avó resolveu ensinar as meninas a pintarem tecidos, como os que ela fazia na África, isso fez com que a aldeia ficasse conhecida.Foi assim que todas as pessoas da aldeia de Bruna decidiram torná-la mais bonita e pintaram suas casas com as cores dos panôs da galinha d’Angola.Um dia a Conquém sumiu e todas as meninas saíram a sua procura chamando:_ Conquém, onde você está?Com quem nós vamos brincar?Tanto procuraram que a acharam escondida no mato. As meninas encontraram um ninho com um belo ovo que ela protegia e chocava.Tempos depois, cada menina da aldeia tinha sua galinha d’Angola e até hoje o povo daquela aldeia conta a história de Bruna e da galinha d’Angola para aqueles que compram os belos tecidos pintados pelas meninas.

Imagem retirada do Google

segunda-feira, 5 de julho de 2010

As Mil e Uma Noites

O Presente Que eu me Dei de Aniversário.
Um livro que independente das novas adaptações é sempre surpreendente. Dois irmãos que se tornam reis, ambos governam em regiões diferentes, até que um dia um dos irmãos resolve visitar o outro, mas antes de sua partida descobre por acaso que sua mulher o trai com um serviçal, ele imediatamente manda matá-la. Assim segue sua viagem com destino ao reinado de seu irmão, ao encontrar seu irmão, uma repentina felicidade o toma, mas nos dias seguintes o fantasma da traição o persegue. Fazendo com que seu irmão perceba a situaçao de tristesa de seu irmão. Um dia seu irmão promove um caça e o convida mas ele prefere ficar no palácio, apesar da insistência de seu irmão. No dia seguinte ao abrir a janela de seus aposentos, ao olhar para o jardim, vê que a rainha e seus serviçais se divertiam em completa orgia. Espantou e ficou sem saber o que fazer. Quando seu irmão voltou da caçada, conteve-se, agiu como de costume. Até que um dia fez com que ser irmão organiza-se uma nova caçada, mas a rainha nem desconfiara que tudo não passava de um plano para desmascará-la. Ao descobriu a traição de sua mulher, mandou matar á todos. Esse amaldiçoa todas as mulheres, resolve dormir com uma mulher diferente todos os dias, mas todas elas seriam mortas ao nascer do sol. Seu visir se encarregava de selecionar as mulheres, por isso motivo dos o temim. O rei que era amada por seus súditos, passa a ser odiado pela sua prática sangrenta. Até que um dia a filha do visir resolver enfrentar o rei. O visir reluta em aceitar o pedido da filha, que queria a todo custo dormir com o rei. Sua filha muito astuta e admirada pelas histórias que contava, já tinha um plano traçado em sua cabeça. Mas sabia que se falhasse estaria se entragando a morte. Um dia o visir concordou, levou sua filha para o rei, sua filha então impos uma condição: que sua irmã permanecesse com ela. O rei concordou! Todas as noites Sherazade contava uma história para o rei e sua irmã, mas quando o sol raiva o dia ela interrompia a história, deixando uma parte para contar no dia seguinte. E assim foi por Mil e Uma Noites. Histórias fantásticas contadas pacientemente uma a uma para o rei. Com o passar do tempo o rei foi ficando cada vez mais empolgado com as histórias de Sherazade, a cada nova história Sherazade era poupada para que continuasse a contá-la no dia seguinte. Até que um belo dia o rei se convence de que já era hora de acabar com aquela mágoa, e Sherazade o convence de seu amor. Se casam e vivem felizes, os seus súditos voltam a amá-lo novamente, e todos vivem felizes para sempre.
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sábado, 3 de julho de 2010

A Lenda de Narciso

Imagens retiradas do Google
Deixo para vocês um texto que faz uma reflexão sobre o valor da amizade. E de como precisamos das pessoas, principalmente os amigos, para enchergar a nós mesmos. Bjs, Nice.
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Narciso era um belo rapaz que todos os dias ia contemplar sua beleza num lago.
Era tão fascinado por si mesmo que certo dia caiu dentro do lago e morreu afogado.No lugar onde caiu, nasceu uma flor, que chamaram de narciso.Quando Narciso morreu, vieram as Oreiades - deusas do bosque - e viram o lago transformado,de um lago de água doce, num cântaro de lágrimas salgadas.- Por que você chora? - perguntaram as Oreiades.- Choro por Narciso - respondeu o lago.- Ah, não nos espanta que você chore por Narciso - continuaram elas.Afinal de contas, apesar de todas nós sempre corrermos atrás dele pelo bosque,você era o único que tinha a oportunidade de contemplar de perto sua beleza.- Mas Narciso era belo? perguntou o lago.- Quem mais do que você poderia saber disso?- responderam surpresas as Oreiades.- Afinal de contas, era em suas margens que ele se debruçava todos os dias.O lago ficou algum tempo quieto e por fim disse:- Eu choro por Narciso, mas jamais havia percebido que Narciso era belo."Choro por Narciso porque,todas as vezes que ele se deitava sobre minhas próprias margenseu podia ver, no fundo dos seus olhos minha própria beleza refletida."

Imagens retiradas do Google
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sexta-feira, 2 de julho de 2010

Mães e Filhos


Ela guarda numa caixa meus primeiros desenhos disformes e eu as lembranças: o João-Bolinha que me ajudou a colorir, o jeito de arrumar a alça da merendeira no meu corpo.
Seu rosto no portão da escola, os olhos luminosos ao me ver chegar no fim daquelas tardes sempre infinitas.
A gente briga. Ela já me fez "pagar micos". Já prometemos um pro outro começar do zero. Mas costuma dar errado. Mas costuma dar certo também.
Até hoje eu não consegui entender por que a gente sofre e faz sofrer às vezes.
O amor é uma confusão ou é simples demais para ser entendido.
Pedro Antônio de Oliveira
http://atorremagica.blogspot.com/

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