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HOJE ALGUMAS FRASES ME DEFINEM: "Renda-se, como eu me rendi. Mergulhe no que você não conhece como eu mergulhei. Não se preocupe em entender, viver ultrapassa qualquer entendimento." Clarice Lispector "Os contos de fadas são assim. Uma manhã, a gente acorda. E diz: "Era só um conto de fadas"... Mas no fundo, não estamos sorrindo. Sabemos muito bem que os contos de fadas são a única verdade da vida." Antoine de Saint-Exupéry. Contando Histórias e restaurando Almas."Há um tempo em que é preciso abandonar as roupas usadas, que já tem a forma do nosso corpo, e esquecer os nossos caminhos, que nos levam sempre aos mesmos lugares. É o tempo da travessia: e, se não ousarmos fazê-la, teremos ficado, para sempre, à margem de nós mesmos." Fernando Pessoa

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quarta-feira, 16 de janeiro de 2013

Jerry Lewis - Filme : Bancando a ama seca ( dublado completo )



Aqui vc vai assistir um clássico de Jerry Lewis entre outros que estarão sendo postados na TVwebcidade969, aproveitem e acessem nossa radio na internet : www.webcidade969.com e ouça o melhor da musica de todos os tempos, abraços

Ass: Wander

Bancando a Ama-Seca (Rock-a-Bye Baby). Uma deliciosa comédia com Lewis no auge da sua forma, sob direção de Frank Tashlin, que entre outros filmes do ator dirigiu Artistas e Modelos (1955), O Bagunceiro Arrumadinho (1964), Cinderelo sem Sapato (1960), Ou Vai ou Racha (1956) e O Rei dos Mágicos (1958). Bancando a Ama-Seca começa quando a famosa atriz Carla Naples (Marilyn Maxwell) está prestes a atuar num grande épico de Hollywood, que poderá torná-la uma das divas do cinema, até que descobre que está grávida, o que pode prejudicar bastante sua ascendente carreira. Seu agente decide mantê-la reclusa para que ela possa ter o bebê em paz e, em seguida, retomar os trabalhos. O pai toureiro, morre na arena, então quem cuidaria da criança de Carla sem espalhar a notícia? A atriz se lembra do simpático e atrapalhado Clayton Poole (Lewis), seu velho amigo de infância e que faria qualquer coisa por ela. Como era de se esperar, o rapaz aceita cuidar do bebê da amiga, mas o que a atriz não contou é que, na verdade, ela teve trigêmeos!
O atrapalhado Clayton Poole, é claro, não se nega em atender o pedido de sua colega, afinal ele viveu o período escolar inteiro apaixonado pela intocável Carla. Típico da vida pregar tais peças, onde alguém sempre visto como um "Zé Ninguém" acaba sendo a única solução. E Poole que nunca teve experiência com crianças consegue ser mais engraçado sozinho como um solteirão e três bebês, do quê Selleck, Guttenberg e Danson juntos cuidando de um. Clayton Poole só descobre a enrascada em que se meteu quando fica sozinho com os bebês, tendo que aprender a ser uma babá na base da força, para alimentar, trocar fraudas, e acalentar três crianças de uma só vez. A correria do pobre Poole não o deixa ver que Sandy (Connie Stevens), a irmã de Carla, está apaixonada por ele, mas depois que Sandy dá uma mãozinha na missão de Poole, eles acabam se casando.
Enquanto isso, para driblar a imprensa que descobre sobre as crianças, Carla acaba inventando que é secretamente casada com Poole. De um solteirão pacato, Jerry Lewis passa para um homem com duas esposas e três filhos, o desespero o faz ir embora. Poole regressa após nove meses para descobrir que Sandy deu a luz a quadrigêmeos!
Com exceção do número musical do início do filme, que está meio deslocado do contexto, o resto do filme é uma excelente diversão para toda a família. Deixem seus comentários e aproveitem para pedir seus filmes, desenhos, series, novelas e programas favoritos para que possamos compartilhar com todos.

Agora bom divertimento e até a próxima atração...

PS. Fãs de Jerry Lewis, de filmes classicos, novelas e desenhos antigos o youtube não permitiu que postássemos outros tantos filmes de Jerry nem outros clássicos, caso queiram algum posso enviar, pois nosso acervo é muitooo grande, deixe aqui seus emails com o nome do filme que desejar, entramos em contato e damos um jeitinho para enviar,, nossa intenção aqui não é vender e sim compartilhar

Abraços

Wander 

Filme João e Maria Dublado

Alice no país das maravilhas

segunda-feira, 14 de janeiro de 2013

A História do Rato Saltador


A História do Rato Saltador























Tradição Nativo-Americana

Era uma vez um rato. Era um rato ocupado, buscando em toda parte... e olhando. Ele era ocupado como são todos os ratos, ocupado com coisas de ratos. Mas um dia, ele ouviu um som singular. Levantou a cabeça, esforçando-se por enxergar... e surpreendeu-se. Um dia correu até um rato seu conhecido e perguntou-lhe:

- Você está ouvindo um rugido em suas orelhas, meu irmão?

- Não, não. – Respondeu o outro rato sem tirar o seu nariz atarefado do solo. – Não ouço nada. Agora estou ocupado. Fale comigo depois.

Ele fez a outro rato a mesma pergunta e o rato olhou-o com estranheza.

- Está louco? Que som? – perguntou, escorregando para um buraco em um choupo caído.

O pequeno rato meneou seus bigodes e ocupou-se novamente, decidido a esquecer o assunto. Mas ele ouviu novamente o rugido. Era um rugido fraco, muito fraco, mais estava lá! Um dia ele decidiu investigar o som, um pouquinho só. Deixando os outros ratos atarefados, afastou-se um pouco e voltou a ouvir. Lá estava! Ele estava escutando quando, de repente, alguém disse “olá”.

- Olá, irmãozinho – disse a voz, e o rato quase saltou de sua pele. Arqueou as costas e o rabo, preparando-se para fugir em disparada.

- Olá – repetiu a voz – Sou eu, o irmão guaxinim. – E era mesmo! – O que você está fazendo aqui sozinho, irmãozinho? – perguntou o guaxinim.

O rato corou, e levou o nariz quase até o solo.

- Ouvi um ruído em minhas orelhas e resolvi investigar – respondeu timidamente.

Um ruído em suas orelhas? – repetiu o guaxinim – O que está ouvindo, irmãozinho, é o rio.

- O rio... O que é um rio?

- Venha comigo e eu lhe mostrarei o rio - disse o guaxinim.

O ratinho estava morrendo de medo, mas estava decidido a descobrir de uma vez por todas o que era aquele ruído. “Posso voltar ao meu trabalho”, ele pensou, “depois de resolver essa coisa, e talvez essa coisa me ajude em meu trabalho de análise e coleta. E meus irmãos todos disseram que não era nada. Vou mostrar a eles. Vou pedir ao guaxinim para retornar comigo, e eu terei a prova.”.

- Está bem, guaxinim, meu irmão – disse o rato. – Leve-me até o rio. Vou com você.

O ratinho acompanhou o guaxinim. Seu coraçãozinho batia forte em seu peito. O guaxinim conduziu-o por caminhos desconhecidos, e o ratinho sentiu o cheiro de muitas coisas que passaram por seu caminho. Muitas vezes teve tanto medo que quase retrocedeu. Finalmente, chegaram ao rio! Era enorme e surpreendente, profundo e cristalino em alguns pontos, e sombrio em outros. O ratinho não conseguia ver o outro lado, porque ele era grande demais. Trovejava, cantava, bradava e retumbava em sua trajetória...

- É poderoso – exclamou o ratinho, sem encontrar palavras.

- É uma coisa grandiosa – redarguiu o guaxinim -, mas quero apresentá-lo a um amigo.

Em uma parte mais rasa havia uma reentrância... Sobre ela, estava um sapo...

- Olá, irmãozinho – disse o sapo – Bem vindo ao rio.

- Agora tenho de ir embora – interrompeu o guaxinim –, mas não tenha medo, irmãozinho, o sapo tomará conta de você. – E o guaxinim foi embora...

O ratinho aproximou-se da água e olho para dentro dela. Viu um rato assustado refletido na superfície.

- Quem é você? – o ratinho perguntou ao reflexo. – Não tem medo de entrar neste rio?

- Não – respondeu o sapo – Não tenho medo. Recebi o dom, desde o nascimento, de viver dentro e fora do rio. Quando chega o inverno e congela essa feitiçaria, não posso ser visto. Mas enquanto voa o inseto, eu estou aqui. Para visitar-me, é preciso vir quando o mundo está verde. Eu, meu irmão, sou o defensor da água.

- Impressionante – exclamou o ratinho, novamente sem encontrar palavras.

- Gostaria de ter algum poder da feitiçaria – perguntou o sapo.
Poder da feitiçaria? – repetiu o ratinho. – Sim, sim! Se for possível.
- Então, abaixe-se o mais que puder, depois salte o mais alto que for capaz. Você terá sua feitiçaria – disse o sapo.

O ratinho obedeceu as instruções. Abaixou-se o máximo e saltou. Neste momento, seus olhos viram as Montanhas Sagradas.

O ratinho mal podia acreditar em seus olhos. Mas lá estavam elas! Então caiu de novo na terra, e no rio!

O ratinho ficou assustado e voltou atabalhoadamente para a margem. Estava molhado, e quase mortalmente apavorado.

- Você me enganou! – o ratinho gritou para o sapo.

- Espere – disse o sapo – Você não se machucou. Não deixe que o medo ou a raiva o ceguem. O que você viu?

- Eu - gaguejou o rato -, eu, eu via as Montanhas Sagradas!

- E você tem um novo nome! – disse o sapo. – É Rato Saltador.

- Obrigado. Obrigado. – Rato Saltador agradeceu. – Quero voltar para o meu povo e contar a eles o que me aconteceu.

- Vá, então – disse o sapo – Voltar para o seu povo... Guarde o som do rio feiticeiro no fundo da sua cabeça...

Rato Saltador retornou ao mundo dos ratos. Mas encontrou a decepção. Ninguém queria ouvi-lo. E como ele estava molhado e não podia explicar por quê, já que não havia chovido, muitos dos outros ratos ficaram com medo dele. Achavam que ele tinha sido cuspido por outro animal que tentara comê-lo. E todos sabiam que se ele não tinha servido de alimento para alguém que o quisera, então ele devia ser um veneno também para eles.

Rato Saltador voltou a viver com seu povo, mas não conseguia esquecer a visão das Montanhas Sagradas.

A lembrança ardia na mente e no coração do Rato Saltador, e um dia ele foi até a fronteira do... local dos ratos e olhou para o pradaria. Viu as águias do céu, que estava cheio de pontos, cada ponto uma águia e tomou a decisão de ir até as Montanhas Sagradas. Reuniu toda a sua coragem e correu o mais rápido que pode até a pradaria. Seu coraçãozinho retumbava de excitação e medo.

Correu até chegar ao canteiro do sábio. Estava descansando e tentando controlar sua respiração quando viu um velho rato. O canteiro do sábio... era um asilo para ratos. Havia ali muitas sementes e material de ninho, além de muitas coisas com as quais se ocupar.

- Olá – disse o velho rato. – Seja bem vindo.

Rato Saltador ficou surpreso. Aquele lugar... e aquele rato...

- Você é realmente um grande rato. - disse Rato Saltador com todo o respeito. - Este lugar é realmente maravilhoso. E as águias não podem vê-lo aqui - acrescentou.

- Sim – disse o velho rato –, e daqui se pode ver todos os animais da pradaria: o búfalo, o antílope, o coelho, e o coiote. E possível ver todos eles daqui e saber seus nomes.

- Isto é maravilhoso, disse Rato Saltador. – Você também pode ver o rio e as Grandes Montanhas?

- Sim e não. – o velho rato falou com convicção - Sei que existe o Grande Rio, mas temo que as Grandes Montanhas sejam apenas um mito. Esqueça seu desejo de vê-las e fique aqui comigo. Aqui temos tudo que você quiser e é um bom lugar para viver.

"Como ele pode dizer uma coisa dessas?", pensou Rato Saltador. "A feitiçaria das Montanhas Sagradas não pode ser esquecida.”

- Muito obrigado pela refeição que você compartilhou comigo, velho rato, e também por oferecer-me seu grande lar – disse Rato Saltador –, mas devo buscar as Montanhas Sagradas.

- Você é um rato tolo por sair daqui. Há perigo na pradaria!... Veja todos aqueles pontos! São águias, e elas vão pegá-lo!

Foi difícil para Rato Saltador partir, mas ele reuniu sua determinação e voltou a correr. O terreno era acidentado... ele podia sentir as sombras dos pontos às suas costas enquanto corria. Todos aqueles pontos!

Ele estava investigando seu novo ambiente quando ouviu uma respiração muito pesada. Rapidamente Investigou o som e descobriu sua origem. Era um grande tufo de pelos com chifres pretos. Era um grande búfalo. Rato Saltador mal podia acreditar na grandiosidade do ser que viu deitado à sua frente. Era tão grande que Rato Saltador poderia entrar em um de seus grandes chifres. "Que ser um magnífico", pensou Rato Saltador, e aproximou-se mais.

- Olá, meu irmão – disse o búfalo. – Obrigado por visitar-me.

- Olá, Grande Ser... Por que você está deitado aqui?

- Estou doente e estou morrendo – disse o búfalo. – E o rio feiticeiro me disse que apenas o olho de um rato pode curar-me. Mas, irmãozinho, não existe um rato.

Rato Saltador ficou chocado. "Um de meus olhos!", ele pensou, "um dos meus minúsculos olhos." Voltou correndo para o canteiro de cerejeiras. Mas a respiração era cada vez mais difícil e lenta.

“Ele vai morrer”, pensou Rato Saltador. “Se eu não lhe der meu olho. Ele é um ser grandioso demais para que o ‘deixem morrer’.”

Voltou ao lugar onde o búfalo estava deitado.

- Eu sou um rato – disse a voz trêmula. – E você meu irmão, é um Grande Ser. Não posso deixá-lo morrer. Tenho dois olhos, você pode ficar com um deles.

Tão logo disse essa palavras, o olho de Rato Saltador saiu de sua cabeça e o búfalo ficou bom. O búfalo pôs-se de pé de um salto, sacudindo todo o universo do Rato Saltador.

- Obrigado, meu irmãozinho – disse o búfalo. – Sei que você está buscando as Montanhas Sagradas e sei de sua visita ao rio. Você me deu a vida para que eu possa dá-la ao povo. Eu serei seu irmão para sempre. Corra sob meu ventre e eu o levarei diretamente ao sopé das Montanhas Sagradas, e você não precisará ter medo dos pontos. As águias não poderão vê-lo enquanto estiver correndo debaixo de mim. Só verão o lombo de um búfalo.

O ratinho correu por debaixo do búfalo, seguro e protegido contra os pontos, mas com um único olho e assustado. Os grandes cascos do búfalo sacudiam todo seu mundo a cada passada. Finalmente eles chegaram a um local, e o búfalo parou.

- Aqui devo deixá-lo, irmãozinho – disse o búfalo...

Rato Saltador imediatamente pôs-se a investigar o novo ambiente. Ali havia mais coisas que nos outros lugares. Coisas mais ativas e uma abundância de sementes e outras coisas que os ratos apreciam... De súbito ele encontrou um lobo cinzento, que estava sentado ali fazendo absolutamente nada.

- Olá, irmão Lobo – disse o Rato Saltador.

Os olhos do lobo tornaram-se atentos e brilharam.

- Lobo! Lobo! Sim, isto é o que sou, eu sou um lobo! – mas sua mente voltou a ficar confusa, e novamente ele se sentou em silêncio, completamente esquecido de quem era. A cada vez que Rato Saltador lembrava quem ele era, o lobo mostrava-se entusiasmado com a notícia, mas logo voltava a esquecer.

- Que grande ser – pensou Rato Saltador -, mas ele não tem memória.

Rato Saltador foi até o centro do novo local e manteve silêncio. Ouviu por um longo tempo as batidas de seu coração. Então, repentinamente, tomou uma decisão. Voltou correndo para onde o lobo estava sentado e falou.

- Irmão lobo! – disse Rato Saltador...

- Lobo! Lobo! – exclamou o lobo...

- Por favor, irmão lobo – disse Rato Saltador – Por favor, ouça-me. Eu sei o que pode curá-lo. E um de meus olhos. E quero dá-lo a você. Você é um ser maior que eu. Eu sou apenas um rato. Por favor, tome-o.

Mal o rato disse essas palavras, seu olho saiu de sua cabeça e o lobo ficou bom.

Lágrimas caiam pelas bochechas do lobo, mas seu irmãozinho não podia vê-las, pois agora estava cego.

Você é um grande irmão – disse o lobo. – Agora tenho minha memória, mas agora você está cego. Eu sou o guia para as Montanhas Sagradas. Eu o levarei até lá. Lá há um grande lago medicinal. O lago mais belo do mundo. O mundo inteiro está refletido ali. As pessoas, as habitações das pessoas, e todos os seres das pradarias e dos céus.

- Por favor, leve-me até lá – disse o Rato Saltador.

O lobo conduziu-o através dos pinheiros até o lago medicinal. Rato Saltador bebeu a água do lago. O lobo descreveu-lhe toda a beleza do lugar.

- Agora tenho de partir – disse o lobo –, pois preciso retornar para que possa guiar os outros, mas permanecerei com você sempre que desejar.

- Obrigado, meu irmão – disse Rato Saltador – Mas embora eu esteja assustado por estar sozinho, sei que você deve partir para mostrar aos outros o caminho para este lugar.

Rato Saltador sentou-se, tremendo de medo. Não adiantava correr, pois ele estava cego, embora soubesse que uma águia o encontraria ali. Sentiu uma sombra às suas costas e ouviu o ruído que fazem as águias. Preparou-se para o choque. E a águia atacou! Rato Saltador adormeceu.

Quando despertou, a surpresa de estar vivo foi grande, mas agora ele estava enxergando!

Tudo estava indistinto, mas as cores eram belas.

- Posso ver! Posso ver! – disse Rato Saltador.

Uma forma enevoada aproximou-se de Rato Saltador. Ele tentou enxergar melhor, mas continuou vendo uma mancha apenas. Olá irmão, disse uma voz. – Quer um pouco de feitiçaria?

Feitiçaria para mim? – perguntou Rato Saltador. – Sim! Sim!

- Então, abaixe-se o mais que puder – disse a voz – e salte o mais alto que conseguir.

Rato Saltador obedeceu às instruções. Agachou-se o máximo e saltou! O vento colheu-o e levou-o para o alto.

- Não tenha medo – disse a voz. – Agarre-se ao vento e tenha confiança!

Rato Saltador obedeceu. Fechou os olhos e agarrou-se ao vento, que o levou mais e mais para o alto. Rato Saltador abriu os olhos e eles estavam límpidos, e quanto mais alto ele subia, mas límpidos tornavam-se seus olhos. Rato Saltador viu seu velho amigo sobre um canteiro de lírios no belo lago medicinal. Era o sapo.

- Você tem um novo nome – disse o sapo – Você é uma Águia!

Versão publicada em A Sabedoria do Mundo, de Philip Novak
Encontrei a história publicada no blog "a pupa", e quem postou identifica-se apenas como "Rato Saltador". Segundo suas palavras, é uma história tradicional dos índios Sioux.

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sexta-feira, 4 de janeiro de 2013

História - Divino Pai Eterno























História


O Medalhão


A devoção ao Divino Pai Eterno teve início por volta de 1840, com o casal de agricultores Constantino Xavier Maria e Ana Rosa de Oliveira, que vieram se estabelecer nas proximidades do Córrego do Barro Preto, distante aproximadamente vinte e dois quilômetros do município de Campininhas das Flores.
Constantino, um homem muito religioso e neste ponto apoiado pela esposa, começou a trabalhar na terra para plantação. Certo dia enquanto lidavam no campo, a enxada tocou em algo rígido que não era pedra. Ao conferir notaram ser um medalhão belíssimo de barro, com tamanho em torno de meio palmo de circunferência onde estava representada a Santíssima Trindade coroando a Virgem Maria. Eles beijaram o medalhão sagrado e levaram-no para casa. Constantino e seus familiares começaram a rezar diante do medalhão encontrado, a notícia se espalhou e aos poucos outros moradores locais passaram a rezar junto à Santíssima Trindade.

[editar]Primeira Capela

Em meados do século XIX foi construído o Santuário do Divino Pai Eterno. Em 1848 foi construída, coberta de folhas de buriti, a primeira capela. Com o aumento dos fiéis foi necessário a construção de uma capela maior, que foi construída às margens do Córrego Barro Preto. Uma terceira capela foi erguida em 1876. O primeiro Santuário do Divino Pai Eterno foi inaugurado no ano de 1912. Este foi o primeiro Santuário que passou a ser mais conhecido como Santuário Velho, e que atualmente é a Paróquia Matriz de Trindade.

[editar]A Imagem

Constantino encomenda ao artista plástico Veiga Valle, que morava na cidade de Pirenópolis - GO, que retocasse o medalhão, mas este fez uma réplica em madeira. Constantino não tinha dinheiro suficiente para pagar por aquele trabalho, então deu o dinheiro que possuía e seu cavalo como pagamento. Como não tinha outro meio para regressar à Vila do Barro Preto, retornou caminhando num trajeto de mais de 100 km. A imagem feita pelo famoso artista pode ser vista hoje onde é situado o Santuário Velho. A confecção da imagem a partir do medalhão não alterou a fé dos devotos e nem diminuíram os milagres e graças por eles recebidas.

[editar]Significado da Imagem

A representação artística das três pessoas divinas, Pai, Filho e Espírito Santo se caracterizam pela imagem do Pai, mais velho, lembrando Deus Pai; do Filho mais jovem lembrando Jesus e do Espírito Santo, em forma de pomba, como é narrado no Evangelho, coroando Maria Santíssima, mãe de Jesus.
Sua proximidade lembra a unidade: as Três Figuras, a Trindade; Deus Uno Trino.
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