Quem sou eu
- Histórias de uma Contadora
- HOJE ALGUMAS FRASES ME DEFINEM: Clarice Lispector "Os contos de fadas são assim. Uma manhã, a gente acorda. E diz: "Era só um conto de fadas"... Mas no fundo, não estamos sorrindo. Sabemos muito bem que os contos de fadas são a única verdade da vida." Antoine de Saint-Exupéry. Contando Histórias e restaurando Almas."Há um tempo em que é preciso abandonar as roupas usadas, que já tem a forma do nosso corpo, e esquecer os nossos caminhos, que nos levam sempre aos mesmos lugares. É o tempo da travessia: e, se não ousarmos fazê-la, teremos ficado, para sempre, à margem de nós mesmos." Fernando Pessoa
Colaboradores
segunda-feira, 26 de novembro de 2012
domingo, 25 de novembro de 2012
Baba Yaga - A Bruxa da Natureza-Conto Russo
Imagem facebook
Um viúvo se casou com uma mulher muito malvada,
que odiava a filha dele. Um dia, estando sozinha com a enteada, a madrasta lhe
ordenou: “Vá até a casa de minha irmã e peça emprestado um carretel de linha”.
A irmã da madrasta era Baba Yaga Pernafina, a bruxa que morava na floresta,
numa cabana sustentada por pernas de galinha. Quando a menina chegou lá e
pediu o carretel, Baba Yaga falou: “Vou
procurar em meus guardados. Enquanto isso, teça um pouco para mim”. A filha do
viúvo se pôs a tecer, e um segundo depois ouviu a bruxa ordenar à empregada:
“Ferva água e dê um banho em minha sobrinha, pois quero comê-la no café da
manhã”. Esforçando-se para não perder a calama, a menina esperou a criada
aparecer na varanda e lhe suplicou que não fevesse a água; em troca lhe deu um
lindo lenço de cabeça. Pouco depois Baba Yaga ordenou ao gato: “Arranque os
olhos de minha sobrinha”. O gato, porém, ganhou da menina um pedaço de presunto
e lhe deu um pente e uma toalha. “Fuja”, falou. “Se perceber que Baba Yaga está
em seu rastro, jogue essa coisa para trás”. A filha do viúvo saiu correndo. Os
cachorros da bruxa a seguiram, arreganhando os dentes, mas ela os acalmou com
um pouco de pão. Chegando ao portão, só conseguiu abri-lo depois de despejar
algumas gotas de óleo nas dobradiças. Ao sair, viu-se presa nos galhos de um
velho pinheiro; afastou-os com determinação e os amarrou com uma fita para que
a deixassem passar. Enquanto isso o gato trabalhava no tear. “Você está
tecendo?”, Baba Yaga perguntava a todo instante, lá de dentro. “Sim, titia”, o
bichano respondia. Desconfiada, a bruxa foi ver o que estava acontecendo na
varanda. Ao constatar que a menina escapara, bateu no gato sem dó nem piedade.
“Você nunca me deu sequer uma espinha de peixe, mas sua sobrinha me presenteou
com um pedaço de presunto”, disse ele. Espumando de raiva, Baba Yaga bateu na
empregada, nos cachorros, no portão, no pinheiro, e todos afirmaram que sua
sobrinha os tratara muito melhor que ela. Cansada de ouvir a mesma história, a
bruxa montou seu pilão mágico como se fosse um corcel e, usando o socador como
açoite, partiu ao encalçço da fugitiva. A menina percebeu sua aproximação e
jogou para trás a toalha, que no mesmo instante se transformou num rio
caudaloso. Mais furiosa ainda, pois não podia atravessar aquela torrente, Baba
Yaga voltou para casa, reuniu seus bois e mandou que bebessem toda a água do
rio. Feito isso, passou para o outro lado e continuou em sua feroz perseguição.
Ouvindo-a bufar em seu rastro, a fugitiva jogou para trás o pente, que se
converteu numa densa floresta. Estimulada pela raiva, a bruxa tratou de abrir
caminho com os próprios dentes, roendo troncos e galhos. De nada lhe valeu o
esforço, pois, quando conseguiu sair da floresta, a menina já estava em sua
casa, com a porta bem trancada. Depois disso o viúvo expulsou a esposa malvada
e viveu em paz com a filha até o fim de seus dias.
Veja abaixo uma em video de Baba Yaga nos dias atuais, achei bem legal:
Sobre Baba Yaga:
Baba Yaga (em russo: Баба-Яга), é, no folclore eslavo, a mulher selvagem de
idade; a bruxa, e amante da magia. Ela também é visto como um espírito da
floresta, levando hostes de espíritos. É uma mulher velha e ossuda que viaja
pelos céus montada em um almofariz. Os rastros que deixa, apaga com uma
vassoura. Mora em uma casa móvel, com patas de galinha, cuja fechadura é uma
boca cheia de dentes. Isaac Bashevis Singer descreveu Baba Yaga com um nariz
vermelho arrebitado (apesar de alguns escritores comentarem um nariz azul), com
narinas largas e ardentes, olhos em chama como carvão em brasa e com cardos a
sair do crânio em vez de cabelos. Singer referiu também a existência de babas
menores e de pequenos demônios chamados dziads.
o segredo da felicidade
Imagem Facebook
Dizia-se que o sábio tinha o segredo da felicidade e que o guardava
cuidadosamente em um cofre.
O rei mandou chamá-lo e lhe ofereceu muito
dinheiro pelo cofre, mas o sábio simplesmente recusou a oferta, dizendo que era
algo que o dinheiro não podia comprar.
Um dia, uma criança se apresentou diante do
sábio.
- Sábio, por favor, ensine-me o segredo
da felicidade.
Movido pela pureza e inocência da criança, o sábio lhe disse:
Preste muita atenção. A primeira coisa que você deve fazer é amar-se e
respeitar-se e dizer a si mesmo todos os dias que você pode vencer todos os
obstáculos que se apresentarem na sua vida. Isso se chama autoestima. A segunda
que deve fazer é pôr em prática o que você diz e o que pensa. A terceira, é
jamais invejar alguém pelo que ele tem ou é. Eles já alcançaram as suas metas,
agora alcance as suas. A quarta, é jamais guardar rancor de ninguém no seu
coração. A quinta, é não se apoderar do que não é seu. A sexta, é jamais
maltratar alguém; todos os seres têm o direito de ser respeitados e queridos. E
a última coisa que você deve fazer é acordar todos os dias com um sorriso e
descobrir em todas as pessoas e em todas as coisas o seu lado positivo. Pense
na sorte que você tem. Ajude a todos sem pensar no que poderá obter em troca e
passe adiante o segredo da felicidade.
Conte histórias para ser feliz!
Contar e ouvir nos deixa felizes!. Que delícia
dois, três, dez dedos de prosa, ter alguém que nos ouça e também nos conte seu
dia, uma história de amor ou um causo engraçado. Contar histórias é um ato
espiritual e afetivo, por isso, as melhores histórias são as que contamos
espontaneamente, a partir do que carregamos em nossa bagagem de cultura e de
experiência de vida.
Contar histórias pressupõe antes de tudo a vontade de falar do que se sabe, de
doar sabedoria e conhecimento, de passar adiante aquilo que se aprendeu ou nos
maravilhou. Partilhar. Mais simples ainda: contar histórias é aumentar o
círculo. E, mesmo na falta de uma fogueira ou colo, tempo... podemos sim,
contar lindos contos de nossas vidas aqui e agora, partilhando nossas
histórias, lançando fios invisíveis que nos unem numa só rede.
Contar histórias de outros tempos, de outros lugares, de heróis e princesas,
bruxas e dragões é uma arte popular e natural. Uma aproximação excessivamente
acadêmica e/ou sofisticada pode esvaziar o conteúdo emocional da narrativa. As
histórias devem ser contadas por e com prazer, com muita liberdade. Se não, nem
vale a pena começar.
Ao narrar um conto maravilhoso, por exemplo, é muito mais importante ser capaz
de levar o público a se identificar com as personagens, visualizar o cenário e
sentir emoção do que ter um figurino e cenários exóticos e saber as palavras
exatamente decoradas.
A sutileza é sempre preferível ao exagero: o Lobo Mau não precisa falar grosso
para demonstrar sua ferocidade. O que podemos carregar do teatro é justamente a
intenção que carrega um ritmo preciso, a fala clara e expressiva.
Para se tornar um grande contador é preciso ter paciência, coragem de
experimentar e, por que não dizer, ousadia! Certamente se acertará e se errará
muitas vezes ao longo de sua trajetória. Deixe o desejo de partilhar as
maravilhosas histórias dos outros ou de nossas vidas fluírem.
Se o “era vez...” forem palavras mágicas para seus ouvidos, você já é um
verdadeiro contador de histórias.
Vera Lúcia Ravagnani
Imagem do facebook
quarta-feira, 21 de novembro de 2012
SAINDO DO ARMÁRIO
— Mãe, tenho que conversar sério.
— O quê?
— Não aguento mais viver assim, meu coração está apertado, cansei de mentir.
— Desembucha, meu filho, estou preocupada.
— A senhora já deve ter me visto com a Raíssa estudando no quarto.
— Sim, o que aconteceu?
— A gente estava revisando Matemática, preparando cálculos da prova e a gente beijou na boca.
— Ai Ai Meu Santo Pintor Caravaggio…
— Mãe, eu não consegui me controlar, sei que é errado, mas ela cheirou meu rosto e eu…
— Chega, por favor, não faço questão de saber. Não mereço tamanha humilhação.
— Mas mãe…
— É errado, é contra a natureza, contra as regras de Deus.
— Mãe, por favor…
— Vou pegar meu remedinho.
— Mãe, não vem pôr remedinho na língua, impossível conversar desse jeito.
— Coitada da menina, você se aproveitou dela?
— Não, não foi, é amor.
— O que você quer dizer com amor?
— Estou tentando dizer que sou heterossexual.
— Um filho heterossexual? Não, você não foi educado em escola de padre para sair heterossexual.
— Mas eu gosto de mulher.
— O que seu pai dirá disso, Aurélio? Tem ideia do que está propondo? É uma crise passageira, coisa de adolescente.
— Eu não fico interessado por meninos na escola, não posso ir contra meu desejo.
— É fase, querido. É só cortar os cabelos, fazer chapinha, que passa.
— Mãeee!
— É vontade de ser especial, logo some. Que tal comprar maquiagem no shopping hoje? Há todo um estojo de esmalte, sombras e delineador da Marilyn Monroe, novidade da Mac, acredita?
— Não está me ouvindo, ajuda!
— Eu compro um armário novo para você se esconder, mais espaçoso, com luzes embutidas e espelho, será seu camarim, que tal?
— Vou enlouquecer.
— Isso também aconteceu com o filho da Bete, durou três meses e ele já se veste de Lady Gaga de novo.
— Me ouve. Preciso de seu apoio, não dá para me entender? Não complica.
— Para de falar bobagem.
— Não é um momento, mãe, é uma decisão antiga. Colocava as cuecas do pai em segredo.
— Roubava as cuecas de seu pai?
— Sim, e a bombacha, e os moletons rasgados, e as alpargatas.
— Alpargatas? Eu eduquei você para salto 12. Por que nunca me contou?
— Nunca prestava atenção em mim, apenas se preocupava em comprar sapatos e bolsas.
— Filho, você somente tem 16 anos, é jovem para decidir que é heterossexual. Calma, espera um pouco, muita água vai rolar por debaixo da ponte.
terça-feira, 20 de novembro de 2012
COACYABA – A LENDA DO PRIMEIRO BEIJA-FLOR
Os índios do Amazonas acreditam que as almas dos mortos transformam-se em borboletas. Por este motivo, elas voam

de flor em flor, alimentando-se e fortalecendo-se com o mais puro néctar, para suportarem a longa viagem até o céu.
Coacyaba, uma bondosa índia, ficara viúva muito cedo, passando a viver exclusivamente para fazer sua filhinha Guanamby feliz. Todos os dias passeava com a menina pelas campinas de flores, entre pássaros e borboletas. Desta forma pretendia minimizar a falta que o esposo lhe fazia. Mesmo assim, angustiada, acabou por falecer.
Guanamby ficou só e seu único consolo era visitar o túmulo da mãe, implorando que esta também a levasse para o céu. De tanta tristeza e solidão, a criança foi enfraquecendo cada vez mais e também morreu. Entretanto, sua alma não se tornou borboleta, ficando aprisionada dentro de uma flor próxima à sepultura da mãe, para com isto permanecer a seu lado.
Enquanto isto, Coacyaba, em forma de borboleta, voava entre as flores, colhendo seu néctar. Ao aproximar-se da flor onde estava Guanamby, ouviu um choro triste, que logo reconheceu. Mas como frágil borboleta, não teria forças para libertar a filhinha. Pediu então ao Deus Tupã que fizesse dela um pássaro veloz e ágil, que pudesse levar a filha para o céu. Tupã atendeu ao pedido, transformando-a num beija-flor, podendo assim realizar o seu desejo.
Desde então, quando morre uma criança índia órfã de mãe, sua alma permanece guardada dentro de uma flor, esperando que a mãe, em forma de beija-flor, venha buscá-la, para juntas voarem ao céu, onde estarão eternamente.
segunda-feira, 19 de novembro de 2012
A LENDA DAS TREZE MATRIARCAS
"Ao
longo dos tempos, entre os Kiowa, Cherokee, Iroquois, Sêneca e em várias outras
tribos nativas norte-americanas, as anciãs contavam e ensinava, nos
"Conselhos de Mulheres" e nas "Tendas Lunares", as
tradições herdadas de suas antepassadas. Dentre várias dessas lendas e
histórias, sobressai a lenda das "Treze Mães das Tribos Originais",
representando os princípios da energia feminina manifestados nos aspectos da
Mãe Terra e da Vovó Lua.
Neste
momento de profundas transformações humanas e planetárias, é importante que
todas as mulheres conheçam este antigo legado para poderem se curar antes de
tentarem curar e nutrir os outros. Dessa forma, as feridas da alma feminina não
mais se manifestarão em atitudes hostis, separatistas, manipuladoras ou
competitivas. Alcançando uma postura de equilíbrio, as mulheres poderão
expressar as verdades milenares que representam, em vez de imitarem os modelos
masculinos de agressão, competição, conquista ou domínio, mostrando, assim, ao
mundo um exemplo de força equilibrada, se empenhando na construção de uma
futura sociedade de parceria.
Como regentes
das treze lunações, as Treze Matriarcas protegem a Mãe Terra e todos os seres
vivos, seus atributos individuais sendo as dádivas trazidas por elas à Terra. O
símbolo da Mãe Terra é a Tartaruga e seu casco, formado de treze segmentos,
simboliza o calendário lunar.
Conta a
lenda que, no início da no nosso planeta, havia abundância de alimentos e
igualdade entre os sexos e as raças. Mas, aos poucos, a ganância pelo ouro
levou à competição e à agressão, a violência resultante desviou a Terra de sua
órbita, levando-a a cataclismos e mudanças climáticas. Em consequência, para
que houvesse a purificação necessária do planeta, esse primeiro mundo foi
destruído pelo fogo.
Assim, com
o intuito de ajudar em um novo início e restabelecer o equilíbrio perdido, a Mãe
Cósmica, manisfestada na Mãe Terra e na Vovó Lua, deu à humanidade um legado de
amor, perdão e compaixão, resguardado no coração das mulheres. Para isso, treze
partes do Todo representando as treze lunações de um ciclo solar e atributos de
força, beleza, poder e mistério do Sagrado Feminino. Cada uma por si só e todas
em conjunto, começaram a agir para devolver às mulheres a força do amor e o
bálsamo do perdão e da compaixão que iriam redimir a humanidade. Essa promessa
de perfeição e ascensão iria se manifestar em um novo mundo de paz e
iluminação, quando os filhos da Terra teriam aprendido todas as lições e
alcançado a sabedoria.
Cada
Matriarca detinha no seu coração o conhecimento e a visão e no seu ventre a
capacidade de gerar os sonhos. Na Terra, elas formaram um conselho chamado
"A Casa da Tartaruga" e, quando voltaram para o interior da Terra,
deixaram em seu lugar treze crânios de cristal, contendo toda a sabedoria por
elas alcançada. Por meio dos laços de sangue dos ciclos lunares, as Matriarcas criaram
uma Irmandade que une todas as mulheres e visa a cura da Terra, começando com a
cura das pessoas. Cada uma das Matriarcas detém uma parte da verdade
representada, simbolicamente, em uma das treze ancestrais, as mulheres atuais
podem recuperar sua força interior, desenvolver seus dons, realizar seus
sonhos, compartilhar sua sabedoria e trabalhar em conjunto para curar e
beneficiar a humanidade e a Mãe Terra.
Somente
curando a si mesmas é que as mulheres poderão curar os outros e educar melhor
as futuras gerações, corrigindo, assim, os padrões familiares corrompidos.
Apenas honrando seus corpos, suas mentes e suas necessidades emocionais, as
mulheres terão condições de realizar seus sonhos.
Falando
suas verdades e agindo com amor, as mulheres atuais poderão contribuir para
recriar a paz e o respeito entre todos os seres, restabelecendo, assim, a
harmonia e a igualdade originais, bem como o equilíbrio na Terra.
1.Primeira
Lunação Plenilúnio em Câncer Lua da renovação da terra (Sol em Capricórnio)
"Aquela
Que Fala Com Todos os Seres", a Guardiã do aprendizado da verdade, do
tempo e das estações. Ela nos ensina nosso parentesco com todos os seres da
criação e a necessidade de honrar a verdade de cada ser. respeitando os
direitos de todas as formas de vida e abrindo o coração. Sua sabedoria esta na
sintonia com os ritmos da vida e no uso dos quatro elementos para alcançar o
equilíbrio. !
Esta Lua
convida para um tempo de descanso e renovação. Ela não permite transparecer as
emoções, mas sinaliza para interiorizar e descansar. Refletir as ações do
passado, preparando-se para o futuro. Os nascidos nesta lua devem prevenirem-se
para não ficarem bloqueados, perfeccionistas e para arrumar tempo para lazer.
Ela pede para ser adaptável, flexível, prudente, correto na conduta.
Em Câncer,
a Lua Cheia, senta-se no seu trono. Câncer é o signo da maternidade, e esta
fase simboliza trazer ao mundo uma criança saudável. A energia é
predominantemente feminina, fértil, uma Lua Cheia no auge. Favorece o
crescimento dos frutos, vegetais, flores ou projetos. A Lua mais indicada para
trabalhar as emoções. Nos convida para um tempo de descanso e renovação. Para
refletir as ações do passado, preparando-se para o futuro. Esta é a posição
para um potencial de grande poder, nos ensina a ser fluidos, mas corretos na
conduta bem como tão claros, adaptáveis, prudentes e sábios.
Esta Lua
Cheia afasta influencias antigas, nutre nossa criança interior, reavalia temas
antigos, descarta o que não nos serve mais, harmoniza a vida familiar.
2.Segunda
Lunação Plenilúnio em Leão (Sol em Aquário)
É a Guardiã
da Sabedoria, a guardiã das tradições sagradas e da memória planetária. Ela nos
ensina a encontrar a sabedoria, tornando-nos receptivos aos pontos de vista dos
outros e aprendendo com as experiências alheias. Aceitando a verdade e o espaço
sagrado de cada ser expandimos a noção da família planetária e reafirmamos
nossos laços com todos nossos irmãos de criação.
Esta lua
tem a dádiva de fazer o coração ficar leve e ser brincalhão . Você pode
realmente gostar de outras pessoas e de você mesmo. Ser humanitário. Também
para a purificação..
Inspira a
aperfeiçoar a comunicação, desenvolver o intelecto a transmitir mensagens de
forma gentil e harmoniosa. Expande o poder intuitivo traz recordações de vidas
passadas . Esta Lua ajuda a desenvolver habilidades psíquicas e para descobrir
o aspecto corajoso e humanitário de nosso próprio ser.
3.Terceira
Lunação Plenilúnio em Virgem Lua das Sementes (Sol em Peixes)
E
"Aquela Que Avalia a Verdade", a Guardiã da Justiça que ensina os
princípios da Lei Divina, a lei da ação e reação, o reconhecimento de nossa
força e a aceitação de nossa fraqueza, mostrando-nos como avaliar as situações
com imparcialidade, aceitando a verdade sem ferir ninguém. Energia propícia ao
plantio de novas sementes em nossa vida, flexibilidade, cura, percepção e
aceitação.
Traz a
dádiva natural de habilidades curativas e psíquicas. Para aprender sobre
sensibilidade profunda e a descobrir o próprio poder natural, sobre os
mistérios da vida e a necessidade de estabelecer um território seguro. Inspira
a acessar poderes de fora do mundo ordinário, a expandir o dom natural para os
mistérios da vida e do Universo.
Esta é
também uma Lua de Mistério. Pede mudanças rápidas, e preparação para tempos de
crescimento. Intensifica lado inquieto da natureza, aumenta a habilidade para
lidar com energias próprias. Sua dádiva de pureza ajuda a ter pureza
espiritual.
4.Quarta
Lunação Plenilúnio em Libra Lua das Arvores que Crescem (Sol em Áries)
E "Aquela
Que Vê Longe", a Guardiã dos Sonhos. Ela nos ensina a usar a forca de
nossos pensamentos e sentimentos para alcançar os resultados almejados. Ela
também nos mostra o valor de nossos sonhos e nos guia para us armo s nossa
habilidade no descobrimento e desenvolvimento de nosso potencial pessoal.
Esta lua
tem a dádiva da liderança, da clareza de visão e adaptabilidade. Para aprender
a temperar as energias de fogo, criar raízes e voar.
Esta Lua
convida a encontrar meios de evolução pessoal para si e para os outro. Ensina
sobre energia, intensidade, destemor. Ensina a canalizar energia, conter
emoções e a ser pacientes com os outros. A temperar a energia que o fogo dá,
para que o fogo interior possa trazer calor e luz para tudo o que e entrar em
contato.
Energia
propícia para renovação e crescimento
5.Quinta
Lunação
Plenilúnio
em Escorpião Lua das Flores e do Retorno dos Sapos (Sol em Touro)
É
"Aquela Que Ouve", a Guardiã do Silêncio. Seu ensinamento é silenciar
para ouvir as mensagens do nosso interior, da natureza, dos Mestres, do Criador
Encontraremos, assim, a calma e a paz necessárias para avaliar, ordenar e
transformar nossa vida
Esta lua
tem a dádiva de poder tornar agradáveis os ambientes, de cada um se
auto-sustentar e sustentar os outros: a estabilidade.
Esta Lua os
encorajarão para irem além do plano material a buscar qualquer iluminação
espiritual que puder encontrar.
Ensina
sobre perseverança, paciência, estabilidade e praticidade. Inspira a colocar a
própria casa em ordem, para que possa ter um lugar tranqüilo e de
contentamento.
6.Sexta
Lunação Plenilúnio em Sagitário Lua dos Cavalos (Sol em Gêmeos)
É "A
Contadora de Histórias" que, por meio de seus contos, ensina o
relacionamento correto com nossos irmãos de criação, como usar o humor para
afastar os medos, como equilibrar o sagrado e o profano e preservar a tradição
oral de nossos ancestrais. A Energia propícia recolhimento e equilíbrio dos
instintos, direcionamentos das energias, centramento.
Esta lua
traz a dádiva das habilidades de cura se aprender a desenvolve-la. Para
adquirir habilidades em qualquer área que queira trabalhar, aprender sobre a
própria beleza , dos outros e do meio ambiente.
Esta Lua
ensina sobre as próprias habilidades, a serem mais sensitivo, mais veloz, e
apreciar a beleza em todas as suas formas. Revela forças e as fraquezas que vem
da energia vital.
7.Sétima
Lunação Plenilúnio em Capricórnio Lua da Luz Forte e da Benção (Sol em Câncer )
E
"Aquela Que Ama Todas as Coisas", a Guardiã do Amor Incondicional.
Ela ensina o amor e a compaixão em todas as manifestações da vida. Amar o self
sem restrições, quebrar os padrões impostos de dependências, ajudara nossa
criança a interior a aceitar e dar amor, curando as feridas do passado.
Esta lua
tem a dádiva da intuição e inspira a ser amante da família. Para aprender sobre
a importância das relações e a necessidade de um lar forte.
Esta Lua
educa sobre a lei dos relacionamentos e sobre a família. Ela ensina sobre as
necessidades de dar e receber amor. De seguir as próprias percepções e
intuições, para aprender sobre o próprio sentido de segurança e encontrar uma
direção espiritual que ajude a canalizar as energias da vida que sempre fluem
através de todos nós.
8.Oitava
Lunação Plenilúnio em Aquário Lua dos Frutos Maduros (Sol em Leão)
E
"Aquela Que Cura", a Guardiã das artes curativas e dos ritos de
passagem. Ela mostra a humanidade que cada ato da vida e um passo no caminho da
cura. Abrindo mão dos julgamentos e condicionamentos do passado, seremos
capazes de curar o medo do futuro e lniciar um novo ciclo por meio de um rito
de passagem.
Energia
propícia fortalecimento do valor absoluto, interação, iniciar novo ciclo.
Esta lua
tem a dádiva de saber demonstrar afeição e de encarar temores. Deve aprender
que o coração é a fonte de sua força e desenvolver habilidades de liderança.
Esta Lua
ensina como a trabalhar o centro do coração, como demonstrar afeição, como
encarar os medos, e como desenvolver habilidades de liderança. Ajuda a
desenvolver a coragem e o poder.
9.Nona
Lunação Plenilúnio em Peixes Lua da Colheita (Sol em Virgem)
É "A
Mulher do Sol Poente", a Guardiã das gerações futuras. Ela nos ensina a
encontrar a verdade pessoal, encarando o futuro sem medo e manifestando nossas
visões na Terra. Somos responsáveis pelas próximas sete gerações e não devemos
lhes deixar um legado negativo, doentio ou fragmentado.
Esta Lua
tem a dádiva de tomar decisões justas, da perseverança e da habilidade para
analisar . Poderá aprender os conceitos do dever e do trabalho, e adquirir bom
senso e confiança.
Esta Lua
ensina sobre justiça, discriminação, habilidades de raciocínio e análise.
Ensina a
equilibrar suas próprias energias espirituais e físicas, dá habilidades para
penetrar em regiões secretas do coração e da alma, e despertar a curiosidade
Energia
propícia fertilidade, prosperidade, preparação para o futuro.
10.Décima
Lunação Plenilúnio em Áries Lua do Vôo (Sol em Libra)
E
"Aquela Que Tece a Teia", a Guardiã da Força Criativa que nos ensina
a desenvolver nossas habilidades, destruindo as limita,coes, saindo da
estagnação e materializando nossos sonhos. Nossa criatividade e determinada por
nossa capacidade de sonhar e usar nossa imaginação
Esta lua,
tem a dádiva do equilíbrio e da harmonia, e de como entender as mensagens de
seu coração, através de sua introspecção e força. Para aprender realmente o que
é equilíbrio, mesmo que necessite sentir desconforto para fazer isso.
Esta Lua
ensina sobre os paradoxos da própria vida, de uma maneira mais direta e
intensa, pela própria experimentação. Ensina a mostrar a afeição fícsica e como
se sentir confortável, tanto no Céu como na Terra, e a compreensão dos
relacionamentos com grupos.
Energia
propícia avaliação para o equilibrio e a harmonia, descoberta e a libertação.
11.Décima
Primeira Lunação Plenilúnio em Touro Lua Escura das Folhas que Caem (Sol em
Escorpião)
É
"Aquela Que Anda Com Firmeza", a Mãe da inovação e da perseverança.
Ela nos ensina o uso adequado da vontade e do poder para modificar as
circunstancias da vida pela ação pessoal, sem depender dos outros para agir,
afirmando nossa auto-estima e auto-suficiência.Esta lua, tem a dádiva de
inspirar um mensageiro para os aspectos espirituais da vida. A adaptabilidade e
a capacidade de viajar em silêncio em lugares de maiores medos.
Para
aprender a focalizar as energias, a ser mais sensível a elas e a desenvolver
habilidades de cura .
Esta Lua
ensina sobre a força de transformar o seu mais íntimo ser, trazendo todas as
lições que se tenha aprendido. Ensina sobre a extensão da própria energia,
habilidade para criar mudanças, curiosidade, desejo de verdade, adaptabilidade,
paciência, tenacidade, ambição , poder e a deixar nossa marca bem penetrante.
12.Décima
Segunda Lunação Plenilúnio em Gêmeos Lua dos Dias Sagrados (Sol em Sagitário)
É
"Aquela Que Agradece as Dádivas", que nos ensina a agradecer por tudo
que recebemos na vida, abrindo, assim, espaco para a futura abundancia. Não
importam quais sejam as dificuldades ou desafios que enfrentamos, devemos
agradecer por essas oportunidades que nos permitem desenvolver e revelar nossa
força interior. Como a "Mãe da Abundância", ela nos mostra o valor do
dar para receber.
Esta Lua
inspira a receber e a transmitir conhecimentos ancestrais, para meditar nos
próprios dons, enxergar a vida com mais clareza. Permita que esta energia do
Universo venha energizar os seus dons e assim poderá ter acesso, como um
aparelho dos grandes poderes do Universo.
Esta Lua
convida para um tempo de descanso e renovação. Ela não permite transparecer as
emoções, mas sinaliza para interiorizar e descansar. Refletir as ações do
passado, preparando-se para o futuro. Os nascidos nesta lua devem prevenirem-se
para não ficarem bloqueados, perfeccionistas e para arrumar tempo para lazer.
Ela pede para ser adaptável, flexível, prudente, correto na conduta.
Para
trabalhar a concentração, pois pode gerar dispersão. Para trabalhar a
comunicação consigo mesmo, o auto conhecimento, buscar o Eu Superior. Favorece
a comunicação, o bom uso da palavra, energia para adatar-se às mais diversas
situações. Saber também a hora certa de calar, de ouvir e de falar.
Para curar
as más palavras que usamos contra nós mesmo, as limitações que nos impomos
através da palavra. Trabalhar as afirmações positivas e curar suas programações
negativas através delas. Para que façamos um balanço entre aquilo que falamos
com aquilo que o nosso coração realmente sente. Sabermos honrar os compromissos
feitos através da nossa palavra, da nossa comunicação.
13.Décima
Terceira Lunação
A LUA AZUL
O que é Lua
Azul?
Chama-se
Lua Azul a segunda lua cheia num mesmo mês do calendário gregoriano ou a Lua
Cheia do décimo terceiro ciclo de lunação, fechando o ano solar.
Lua Azul é
regida pela Matriarca da 13 Lunação.
Ela é
“Aquela Que se Torna a Visão”, a Guardiã de todos os ciclos de transformação, a
Mãe das Mudanças. Esta Matriarca nos ensina a importância de seguir nosso
caminho sem nos deixar desviar por ilusões que possam vir a interferir em
nossas visões. Cada vez que nos transformamos, realizando nossas visões, uma
nova pespectiva e compreensão se abre, permitindo-nos alcançar outro nível na
eterna espiral da evolução do espírito. A última visão a ser alcançada é a
decisão de simplesmente SER. Sendo tudo e sendo nada, eliminamos os rótulos e
definições que limitam nossa plenitude.
“Com o
surgimento do calendário Juliano, no início do cristianismo, o culto à Lua Azul
passou a ser reprimido por ser considerado uma exacerbação da simbologia lunar,
do poder feminino e do culto às Deusas, assuntos perseguidos e proibidos. Mesmo
assim, permaneceu sua aura romântica e poética e a Lua Azul passou a ser
associada à crença de que era propícia ao romance e ao encontro de parceiros.
Surgiu o termo inglês blue moon, significando algo muito raro, impossível,
dando origem a inúmeras músicas e poemas melancólicos ou esperançosos”.
Texto de
autoria de Mirella Faur
Extraído do
livro "Anuário da Grande Mãe"
(Postado no
site Teia de Thea)
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As Três Faces De Afrodite
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Afrodite talvez seja a Deusa grega mais conhecida pelas massas. Mas será que de fato a conhecemos?
Tentei reunir aqui um pouco do trabalho de pesquisa que fiz em busca das origens do culto e facetas de Afrodite,
mas a medida em que minha pesquisa avançada, eu percebia que nenhuma pesquisa, por completa que seja, conseguiria tocar a verdade sobre a conhecida Deusa do Amor.
Há quem considere Afrodite uma variação da Deusa sumeriana do amor e da guerra, Inanna, e isso explicaria o nascimento de Afrodite ter sido no mar, pois somente por essa via o culto à Deusa do amor chegaria do oriente ao ocidente. Talvez seja por esse motivo que Afrodite é também considerada protetora dos viajantes.
De fato, estudando ambas, pude notar muitos pontos em comum. No entanto, a idéia central desse trabalho não é traçar uma comparação entre as duas Deusas, mas compartilhar minhas pesquisas focadas em Afrodite.
Começando pelo seu nascimento, encontrei três versões diferentes.
A primeira versão é segundo Hesíodo – poeta grego da idade arcaica, que escreveu “A gênese dos deuses” e “Os trabalhos e os dias” – para quem Afrodite teria nascido do falo de Urano, extirpado por seu filho Cronos.
Cronos, o filho mais novo de Gaia ou Geia e Urano (Terra e Céu), cortou os genitais do pai porque ele aprisionara seus irmãos nos confins da Terra, no Tártaro.
O falo de Urano foi jogado no mar e das espumas desse nasceu Afrodite. Essa versão explica a origem do nome de Afrodite, “nascida da espuma”.
Logo após seu nascimento, a Deusa nadou até chegar na ilha de Citera. Por isso também é conhecida pelo nome de Citeréia. Segundo a lenda, por onde Afrodite passava, a relva se renovava, as flores nasciam, ela trazia o amor maior, o amor que tudo fertiliza, que embeleza.
Vale, portanto, a associação da Deusa do amor com a primavera, pois está intimamente ligada à vida que se renova, às flores, aos nascimentos. Para corroborar essa associação, encontramos uma outra denominação para a Deusa, Antheia, a Deusa das Flores.
Depois de Citera, Afrodite foi para Chipre, onde foi recebida pelas Horas, guardiãs da porta do céu (o Olimpo) e filhas de Têmis, Deusa da Justiça. Nessa ocasião, Afrodite foi vestida por elas e, em seguida, levada à presença dos Deuses. Encantou a todos, claro!
É dessa versão do nascimento de Afrodite que nasce a chamada Afrodite Urânia, doadora do amor universal, da qual falaremos mais além.
A segunda versão de seu nascimento é encontrada, entre outras fontes, em Homero, poeta grego que viveu por volta de 850 a.C em Jônia, antigo distrito grego onde hoje situa-se a Turquia.
Homero escreveu Ilíada e Odisséia, porém, há sérias controvérsias históricas em razão da diferença de estilo entre as duas obras. A controvérsia é tanta que há quem ponha em dúvida, inclusive, a existência de Homero. Dessa discussão nasceu a expressão “questão homérica” a qual se diz quando estamos diante de um impasse.
Pois bem, segundo essa segunda versão do nascimento de Afrodite, descrita também por Homero, a Deusa teria nascido de Zeus e Dione. Porém, me parece que nessa versão encontramos uma forma de restringir a amplitude e força da Deusa.
Entre as discrepâncias encontradas nessa versão, a que mais me chamou a atenção foi o fato de Afrodite ser também conhecida pelo nome de Dione, que é a forma feminina de Zeus, conhecida como Deusa das águas, das fontes, do carvalho e dos oráculos, sendo essa última característica de Afrodite, pouco mencionada.
A terceira versão do nascimento de Afrodite é pouco conhecida. O que sabemos é que Afrodite teria nascido de um caramujo e desembarcado de uma concha na ilha de Citera.
Em Cnido – costa da Ásia maior – o caramujo é considerado uma criatura sagrada da Deusa.
Outra ligação de Afrodite com o caramujo está na lenda de que Afrodite, antes do Olimpo, viveu no mar, na companhia de um caramujo de extrema beleza chamado Nérites, filho de Nereu, uma das facetas da triplicidade da divindade do mar conhecida como “O Velho do Mar”.
Pouco se sabe dessa terceira versão do nascimento da Deusa, mas é inegável a relação de Afrodite com o caramujo.
Essas três versões da origem de Afrodite nos falam de seu nascimento na água. Afrodite nasce na água, ou da água do mar, o por nós conhecido útero primordial. Nós, seres humanos, também nascemos na água. Talvez nosso passado intra-uterino faça com que tenhamos tanto amor por essa Deusa maravilhosa, e talvez seja também esse nosso passado intra-uterino que nos dê a sensação de retorno às nossas origens quando mergulhamos no mar.
Outro ponto interessante sobre a força de Afrodite é que Ela é o amor que tudo gera.
Nós também somos, ou temos, esse amor que nasceu nas águas. A água é símbolo do nosso inconsciente, do nosso lado feminino, da fertilidade, da emoção.
O oceano primordial de onde crêem alguns termos nos originado me lembra muito o nascimento de Afrodite e sua relação com a humanidade.
Quem sabe Afrodite não seja a expressão humana dessa vida, pois tudo que ela toca se torna fértil, pulsante e vivo. Quem sabe Afrodite não seja essa própria força geradora da vida.
Afrodite e a humanidade, que realção impressionante. Mesmo entre os que dizem não cultuar a Deusa, nutre por Ela uma estranha ligação.
Como Deusa do Amor Maior, da beleza e da vida Afrodite também pode ser cruel, destruidora, como veremos. Nesse ponto reside a estreita conexão de Afrodite com a humanidade. Temos em nós esses dois pólos, essas duas versões de nós mesmos.
A bem da verdade, não seria correto dizer “dois pólos de Afrodite”. Poucos conhecem a versão tríplice da Deusa do Amor. Porém, noto que, cada vez que pesquiso sobre aspectos de determinada divindade, sempre encontro essa característica tríplice que, pasmem, também não pára no número três. Mas isso é assunto para outro texto.
Hoje o que conhecemos de Afrodite é reduzido ao quesito amor. Porém, Afrodite se mostra muito além do que se é possível escrever sobre a Deusa.
Afrodite não é somente a Deusa do amor e da beleza. A primeira face de Afrodite, em sua triplicidade, é Afrodite Urânia, distribuidora do amor universal, a doce, a bela, aquela que une os pares com amor, que dá cor e beleza ao mundo. É a Deusa do céu, das estrelas, do amor celestial. Sempre que penso nesse aspecto de Afrodite, me lembro da já mencionada Inanna, a Deusa dos Céus, como provedora, amorosa.
A segunda face é Afrodite Pandemos, que está intimamente ligada a questões carnais, sexuais, físicas, materiais. O amor sensual é domínio dessa faceta da Deusa, é Ela quem nos oferece os prazeres do corpo, que desperta o desejo, que nos faz querer a beleza para conquistar.
O terceiro aspecto é o menos conhecido, Afrodite Apostrófia, que significa “aquela que se afasta”. Esse é o aspecto destruidor da Deusa, o aspecto mais difícil e menos explorado.
É como se quisessem deixar à mostra somente o lado que convém. Vemos muito disso ao estudar essa Deusa.
Afrodite Apostrófia é que deturpa, a que escraviza e a que traz a mazelas, as desgraças. Penso muito nas modelos anoréxicas e bulímicas quando ouço o nome Afrodite Apostrófia.
Como dissemos, em verdade, não se trata de apenas três faces. O culto de Afrodite e suas faces vão variando conforme a época, o local e a ideologia do povo.
Temos, por exemplo, Afrodite Eleêmon, cultuada em Chipre como “A Misericordiosa”, cuja imagem se assemelha muito com a da Virgem Maria, porém, sem o aspecto da castidade.
Afrodite Pasifessa, “A que brilha longe”, conhecida como a Deusa lunar que rege os mistérios do inconsciente.
Afrodite Zeríntia, que muito se assemelha a Hécate. Afrodite Zeríntia é uma face da Deusa que está além do Olimpo, cujos domínios são além da Terra e do céu, assim como Hécate.
Para os atenienses, Afrodite Zeríntia era a mais velha das moiras.
Outro ponto em comum com Hécate era o sacrifício de cachorros, feitos em honra à Afrodite na costa trácia, posto que esse animal era consagrado à Afrodite Zeríntia.
Afrodite Genetílis, outra faceta da Deusa, também recebia sacrifícios. Ficou conhecida como Vênus Genetrix, pelos latinos, a Deusa dos partos.
Temos também conhecimento de um outro aspecto da Deusa, Afrodite Hetaira, que era venerada pelas cortesãs.
Diferentes das prostitutas pobres e não cidadãs, as hetairas eram treinadas desde cedo nas artes do sexo.
Aquele que comprava uma hetaira pagava uma soma muito alta. Tratava-se de um investimento. Muitos pagavam fortunas pelos favores sexuais das hetairas, e investiam também nos dotes artísticos delas.
É fato histórico que algumas hetairas acabaram comprando sua liberdade, tornando-se grandes e conhecidas mulheres.
Em Esparta, Afrodite era adorada como Enóplio, portando armas, e Afrodite Morfo, a acorrentada. Era chamada de “a de corpo bem feito” ou “a de várias formas”.
Afrodite Ambológera era adorada também em Esparta como aquela que adia a velhice, trazendo vigor físico.
Temos também a Afrodite Negra, ou Melena/ Melênis, dominadora dos mistérios da morte e destruição, aspecto relacionado com as Erínias.
Aliás, os aspectos negros de Afrodite são os que menos conhecemos. Podemos citar Afrodite Andrófono, a matadora de homens; Afrodite Anósia, a que peca, e Afrodite Tamborico, a cavadora de túmulos.
Existe também a ligação de Afrodite com Perséfone. Afrodite Persefessa era invocada como Rainha do submundo.
Interessante notar que Eurínome, a Deusa primordial dos pelasgos, também tinha relação com o mar, era a Deusa dos prazeres, governou antes do patriarcado olimpiano e foi rebaixada, deixada de lado.
Como podemos ver, Afrodite é muito mais complexa do que lemos por aí. Não daria para explanar toda a complexidade da Deusa nesse trabalho.
Afrodite não se resume ao amor físico, nem ao amor universal, nem ao sexo, nem à beleza. Ela rege tudo isso e muito mais. Afrodite é o amor entre seres e intra seres, é o amor que cria, mas é também o amor que ceifa.
Afrodite está presente no sexo, no prazer, Ela é o desejo, a vontade entre dois seres. É Ela quem faz com que duas pessoas se desejem e desse desejo mútuo, dessa explosão de energia entre dois corpos, duas mentes e dois espíritos possa ser criado um outro ser, pois Afrodite é doadora da vida também.
Afrodite é a própria beleza da Terra, não diz respeito somente a corpos jovens e esbeltos. Para Afrodite a beleza plástica não vale nada. Afrodite quer a beleza da mente, do corpo e do espírito.
De nada adiantará explorarmos as novidades cosméticas se não explorarmos nossa beleza real, aquela que é dada por Afrodite a todos, sem exceção.
Afrodite abençoou a todos com a beleza, é uma sabedoria que poucos compreendem.
Creio que Afrodite perguntaria às pessoas:
De que adianta a sua beleza, sua perfeição se você vive destrói o seu planeta?
De que adianta a forma física perfeita se é vazio por dentro?
Como pode você desejar a beleza constantemente na sua vida e degradar a sua casa?
Afrodite é doadora da beleza, do viço, porém, Afrodite também deseja que cada um de nós leve a beleza para a vida daqueles que nos cercam.
O que acontece com pessoas bonitas, jovens, que exercem sua sexualidade desmedida?
O que acontece com pessoas que em nome do amor aprisionam outro ser?
O que acontecem com pessoas que buscam a beleza vazia?
Solidão.
Solidão no sentido mais amplo.
Afrodite vai embora e leva consigo a real beleza, o sexo pleno, o amor verdadeiro.
É nessa hora que podemos conhecer a face da qual poucos falam, Afrodite Apostrófia, aquela que se afasta.
Por Lua Serena
Há quem considere Afrodite uma variação da Deusa sumeriana do amor e da guerra, Inanna, e isso explicaria o nascimento de Afrodite ter sido no mar, pois somente por essa via o culto à Deusa do amor chegaria do oriente ao ocidente. Talvez seja por esse motivo que Afrodite é também considerada protetora dos viajantes.
De fato, estudando ambas, pude notar muitos pontos em comum. No entanto, a idéia central desse trabalho não é traçar uma comparação entre as duas Deusas, mas compartilhar minhas pesquisas focadas em Afrodite.
Começando pelo seu nascimento, encontrei três versões diferentes.
A primeira versão é segundo Hesíodo – poeta grego da idade arcaica, que escreveu “A gênese dos deuses” e “Os trabalhos e os dias” – para quem Afrodite teria nascido do falo de Urano, extirpado por seu filho Cronos.
Cronos, o filho mais novo de Gaia ou Geia e Urano (Terra e Céu), cortou os genitais do pai porque ele aprisionara seus irmãos nos confins da Terra, no Tártaro.
O falo de Urano foi jogado no mar e das espumas desse nasceu Afrodite. Essa versão explica a origem do nome de Afrodite, “nascida da espuma”.
Logo após seu nascimento, a Deusa nadou até chegar na ilha de Citera. Por isso também é conhecida pelo nome de Citeréia. Segundo a lenda, por onde Afrodite passava, a relva se renovava, as flores nasciam, ela trazia o amor maior, o amor que tudo fertiliza, que embeleza.
Vale, portanto, a associação da Deusa do amor com a primavera, pois está intimamente ligada à vida que se renova, às flores, aos nascimentos. Para corroborar essa associação, encontramos uma outra denominação para a Deusa, Antheia, a Deusa das Flores.
Depois de Citera, Afrodite foi para Chipre, onde foi recebida pelas Horas, guardiãs da porta do céu (o Olimpo) e filhas de Têmis, Deusa da Justiça. Nessa ocasião, Afrodite foi vestida por elas e, em seguida, levada à presença dos Deuses. Encantou a todos, claro!
É dessa versão do nascimento de Afrodite que nasce a chamada Afrodite Urânia, doadora do amor universal, da qual falaremos mais além.
A segunda versão de seu nascimento é encontrada, entre outras fontes, em Homero, poeta grego que viveu por volta de 850 a.C em Jônia, antigo distrito grego onde hoje situa-se a Turquia.
Homero escreveu Ilíada e Odisséia, porém, há sérias controvérsias históricas em razão da diferença de estilo entre as duas obras. A controvérsia é tanta que há quem ponha em dúvida, inclusive, a existência de Homero. Dessa discussão nasceu a expressão “questão homérica” a qual se diz quando estamos diante de um impasse.
Pois bem, segundo essa segunda versão do nascimento de Afrodite, descrita também por Homero, a Deusa teria nascido de Zeus e Dione. Porém, me parece que nessa versão encontramos uma forma de restringir a amplitude e força da Deusa.
Entre as discrepâncias encontradas nessa versão, a que mais me chamou a atenção foi o fato de Afrodite ser também conhecida pelo nome de Dione, que é a forma feminina de Zeus, conhecida como Deusa das águas, das fontes, do carvalho e dos oráculos, sendo essa última característica de Afrodite, pouco mencionada.
A terceira versão do nascimento de Afrodite é pouco conhecida. O que sabemos é que Afrodite teria nascido de um caramujo e desembarcado de uma concha na ilha de Citera.
Em Cnido – costa da Ásia maior – o caramujo é considerado uma criatura sagrada da Deusa.
Outra ligação de Afrodite com o caramujo está na lenda de que Afrodite, antes do Olimpo, viveu no mar, na companhia de um caramujo de extrema beleza chamado Nérites, filho de Nereu, uma das facetas da triplicidade da divindade do mar conhecida como “O Velho do Mar”.
Pouco se sabe dessa terceira versão do nascimento da Deusa, mas é inegável a relação de Afrodite com o caramujo.
Essas três versões da origem de Afrodite nos falam de seu nascimento na água. Afrodite nasce na água, ou da água do mar, o por nós conhecido útero primordial. Nós, seres humanos, também nascemos na água. Talvez nosso passado intra-uterino faça com que tenhamos tanto amor por essa Deusa maravilhosa, e talvez seja também esse nosso passado intra-uterino que nos dê a sensação de retorno às nossas origens quando mergulhamos no mar.
Outro ponto interessante sobre a força de Afrodite é que Ela é o amor que tudo gera.
Nós também somos, ou temos, esse amor que nasceu nas águas. A água é símbolo do nosso inconsciente, do nosso lado feminino, da fertilidade, da emoção.
O oceano primordial de onde crêem alguns termos nos originado me lembra muito o nascimento de Afrodite e sua relação com a humanidade.
Quem sabe Afrodite não seja a expressão humana dessa vida, pois tudo que ela toca se torna fértil, pulsante e vivo. Quem sabe Afrodite não seja essa própria força geradora da vida.
Afrodite e a humanidade, que realção impressionante. Mesmo entre os que dizem não cultuar a Deusa, nutre por Ela uma estranha ligação.
Como Deusa do Amor Maior, da beleza e da vida Afrodite também pode ser cruel, destruidora, como veremos. Nesse ponto reside a estreita conexão de Afrodite com a humanidade. Temos em nós esses dois pólos, essas duas versões de nós mesmos.
A bem da verdade, não seria correto dizer “dois pólos de Afrodite”. Poucos conhecem a versão tríplice da Deusa do Amor. Porém, noto que, cada vez que pesquiso sobre aspectos de determinada divindade, sempre encontro essa característica tríplice que, pasmem, também não pára no número três. Mas isso é assunto para outro texto.
Hoje o que conhecemos de Afrodite é reduzido ao quesito amor. Porém, Afrodite se mostra muito além do que se é possível escrever sobre a Deusa.
Afrodite não é somente a Deusa do amor e da beleza. A primeira face de Afrodite, em sua triplicidade, é Afrodite Urânia, distribuidora do amor universal, a doce, a bela, aquela que une os pares com amor, que dá cor e beleza ao mundo. É a Deusa do céu, das estrelas, do amor celestial. Sempre que penso nesse aspecto de Afrodite, me lembro da já mencionada Inanna, a Deusa dos Céus, como provedora, amorosa.
A segunda face é Afrodite Pandemos, que está intimamente ligada a questões carnais, sexuais, físicas, materiais. O amor sensual é domínio dessa faceta da Deusa, é Ela quem nos oferece os prazeres do corpo, que desperta o desejo, que nos faz querer a beleza para conquistar.
O terceiro aspecto é o menos conhecido, Afrodite Apostrófia, que significa “aquela que se afasta”. Esse é o aspecto destruidor da Deusa, o aspecto mais difícil e menos explorado.
É como se quisessem deixar à mostra somente o lado que convém. Vemos muito disso ao estudar essa Deusa.
Afrodite Apostrófia é que deturpa, a que escraviza e a que traz a mazelas, as desgraças. Penso muito nas modelos anoréxicas e bulímicas quando ouço o nome Afrodite Apostrófia.
Como dissemos, em verdade, não se trata de apenas três faces. O culto de Afrodite e suas faces vão variando conforme a época, o local e a ideologia do povo.
Temos, por exemplo, Afrodite Eleêmon, cultuada em Chipre como “A Misericordiosa”, cuja imagem se assemelha muito com a da Virgem Maria, porém, sem o aspecto da castidade.
Afrodite Pasifessa, “A que brilha longe”, conhecida como a Deusa lunar que rege os mistérios do inconsciente.
Afrodite Zeríntia, que muito se assemelha a Hécate. Afrodite Zeríntia é uma face da Deusa que está além do Olimpo, cujos domínios são além da Terra e do céu, assim como Hécate.
Para os atenienses, Afrodite Zeríntia era a mais velha das moiras.
Outro ponto em comum com Hécate era o sacrifício de cachorros, feitos em honra à Afrodite na costa trácia, posto que esse animal era consagrado à Afrodite Zeríntia.
Afrodite Genetílis, outra faceta da Deusa, também recebia sacrifícios. Ficou conhecida como Vênus Genetrix, pelos latinos, a Deusa dos partos.
Temos também conhecimento de um outro aspecto da Deusa, Afrodite Hetaira, que era venerada pelas cortesãs.
Diferentes das prostitutas pobres e não cidadãs, as hetairas eram treinadas desde cedo nas artes do sexo.
Aquele que comprava uma hetaira pagava uma soma muito alta. Tratava-se de um investimento. Muitos pagavam fortunas pelos favores sexuais das hetairas, e investiam também nos dotes artísticos delas.
É fato histórico que algumas hetairas acabaram comprando sua liberdade, tornando-se grandes e conhecidas mulheres.
Em Esparta, Afrodite era adorada como Enóplio, portando armas, e Afrodite Morfo, a acorrentada. Era chamada de “a de corpo bem feito” ou “a de várias formas”.
Afrodite Ambológera era adorada também em Esparta como aquela que adia a velhice, trazendo vigor físico.
Temos também a Afrodite Negra, ou Melena/ Melênis, dominadora dos mistérios da morte e destruição, aspecto relacionado com as Erínias.
Aliás, os aspectos negros de Afrodite são os que menos conhecemos. Podemos citar Afrodite Andrófono, a matadora de homens; Afrodite Anósia, a que peca, e Afrodite Tamborico, a cavadora de túmulos.
Existe também a ligação de Afrodite com Perséfone. Afrodite Persefessa era invocada como Rainha do submundo.
Interessante notar que Eurínome, a Deusa primordial dos pelasgos, também tinha relação com o mar, era a Deusa dos prazeres, governou antes do patriarcado olimpiano e foi rebaixada, deixada de lado.
Como podemos ver, Afrodite é muito mais complexa do que lemos por aí. Não daria para explanar toda a complexidade da Deusa nesse trabalho.
Afrodite não se resume ao amor físico, nem ao amor universal, nem ao sexo, nem à beleza. Ela rege tudo isso e muito mais. Afrodite é o amor entre seres e intra seres, é o amor que cria, mas é também o amor que ceifa.
Afrodite está presente no sexo, no prazer, Ela é o desejo, a vontade entre dois seres. É Ela quem faz com que duas pessoas se desejem e desse desejo mútuo, dessa explosão de energia entre dois corpos, duas mentes e dois espíritos possa ser criado um outro ser, pois Afrodite é doadora da vida também.
Afrodite é a própria beleza da Terra, não diz respeito somente a corpos jovens e esbeltos. Para Afrodite a beleza plástica não vale nada. Afrodite quer a beleza da mente, do corpo e do espírito.
De nada adiantará explorarmos as novidades cosméticas se não explorarmos nossa beleza real, aquela que é dada por Afrodite a todos, sem exceção.
Afrodite abençoou a todos com a beleza, é uma sabedoria que poucos compreendem.
Creio que Afrodite perguntaria às pessoas:
De que adianta a sua beleza, sua perfeição se você vive destrói o seu planeta?
De que adianta a forma física perfeita se é vazio por dentro?
Como pode você desejar a beleza constantemente na sua vida e degradar a sua casa?
Afrodite é doadora da beleza, do viço, porém, Afrodite também deseja que cada um de nós leve a beleza para a vida daqueles que nos cercam.
O que acontece com pessoas bonitas, jovens, que exercem sua sexualidade desmedida?
O que acontece com pessoas que em nome do amor aprisionam outro ser?
O que acontecem com pessoas que buscam a beleza vazia?
Solidão.
Solidão no sentido mais amplo.
Afrodite vai embora e leva consigo a real beleza, o sexo pleno, o amor verdadeiro.
É nessa hora que podemos conhecer a face da qual poucos falam, Afrodite Apostrófia, aquela que se afasta.
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