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HOJE ALGUMAS FRASES ME DEFINEM: "Renda-se, como eu me rendi. Mergulhe no que você não conhece como eu mergulhei. Não se preocupe em entender, viver ultrapassa qualquer entendimento." Clarice Lispector "Os contos de fadas são assim. Uma manhã, a gente acorda. E diz: "Era só um conto de fadas"... Mas no fundo, não estamos sorrindo. Sabemos muito bem que os contos de fadas são a única verdade da vida." Antoine de Saint-Exupéry. Contando Histórias e restaurando Almas."Há um tempo em que é preciso abandonar as roupas usadas, que já tem a forma do nosso corpo, e esquecer os nossos caminhos, que nos levam sempre aos mesmos lugares. É o tempo da travessia: e, se não ousarmos fazê-la, teremos ficado, para sempre, à margem de nós mesmos." Fernando Pessoa

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segunda-feira, 11 de abril de 2011

60H MMN - O Velho o Menino e o Burro

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Num lugar que você sabe este fato aconteceu; as pessoas que eu descrevo, você talvez conheceu; E se você não se lembra; procure na consciência; Porque se houver semelhança; não é mera coincidência; O burrico vinha trotando pela estrada; De um lado vinha o velho, puxando o cabresto. Do outro vinha o menino, contente, que o dia estava fresquinho e o sol ; brilhava no céu; Sentados no barranco estavam dois homens; No que viram o burro mais o velho e o menino, um cutucou o outro; – Veja só, compadre! Que despropósito! Em vez do velho montar no burro, vem puxando ele! O velho e o menino se olharam. Assim que viraram na primeira curva, o velho parou o burro e montou nele. O menino segurou o cabresto e lá se foram os três, muito satisfeitos. Até que perto da ponte tinha uma casa com uma mulher na janela. – Olha só, Sinhá, venha ver o desfrute! O velho no bem-bom, montado; no burro, e o pobre do menino gramando a pé! O velho e o menino se olharam de novo. Assim que saíram da vista da mulher, o velho desceu do burro e botou o menino na sela. E foram andando um pouco ressabiados, o velho puxando o burro pelo cabresto, pensando no que o povo podia dizer. Logo logo, passaram numa porteira onde estava parada uma velha mais uma menina. – Mas que absurdo, minha gente! Um velho que nem se agüenta nas pernas andando a pé, e o guri, bem sem-vergonha, escanchado no burro! Os dois se olharam e nem esperaram. O velho mais que depressa montou na garupa do burro e lá se foram os três. Dali a pouco encontraram um padre que vinha pela estrada mais o sacristão: – Olha só, que pecado, onde é que já se viu? O pobre do burro; coitadinho, carregando dois preguiçosos! Mas isso é coisa que se faça? O velho e o menino, desanimados, desmontaram e nem discutiram: saíram carregando o burro. Mas nem assim o povo sossegou! Cada vez que passavam por alguém, era só risada! – Olha só os dois burros carregando o terceiro! Quando chegaram em casa, o velho sentou cansado, se assoprando: – Bem feito! — ele dizia. — Bem feito! – Bem feito o quê, vô? – Bem feito pra nós. Que a gente já faz muito de pensar pela própria cabeça, e ainda quer pensar pela cabeça dos outros. Agora eu sei por que é que meu pai dizia: Quem quer agradar a todos a si próprio não faz bem! Pois só faz papel de burro ; e não agrada a ninguém!

O Flautista de Hamelin ; Written on Setembro 16th, 2010 at 9:18 am by Historias Infantis.

Um comentário:

  1. helenice, me liga pra gente marcar suas aulas de flamenco. beijos xico 34981854 91266706

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