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HOJE ALGUMAS FRASES ME DEFINEM: "Renda-se, como eu me rendi. Mergulhe no que você não conhece como eu mergulhei. Não se preocupe em entender, viver ultrapassa qualquer entendimento." Clarice Lispector "Os contos de fadas são assim. Uma manhã, a gente acorda. E diz: "Era só um conto de fadas"... Mas no fundo, não estamos sorrindo. Sabemos muito bem que os contos de fadas são a única verdade da vida." Antoine de Saint-Exupéry. Contando Histórias e restaurando Almas."Há um tempo em que é preciso abandonar as roupas usadas, que já tem a forma do nosso corpo, e esquecer os nossos caminhos, que nos levam sempre aos mesmos lugares. É o tempo da travessia: e, se não ousarmos fazê-la, teremos ficado, para sempre, à margem de nós mesmos." Fernando Pessoa

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domingo, 30 de junho de 2013

Ohayô


Imagem: Kyle Cobban

Hoje, vou contar a história comovente de Ohayô, a singela camponesa que tinha um grande dom, a arte de dar vida a tudo que tocava...

Ohayô, nasceu com este dom e sem nenhuma vaidade, vivia sua vida humildemente, fazendo origamis de papel. Sua fama se estendeu em todo o vilarejo e se espalhou até o Reino principal.

Romaji, a rainha suprema ao saber dos dons de Ohayô, mandou busca-lá com todas as honras.

O encontro entre as duas foi assunto em todo o Reino. Romaji pediu uma amostra dos seus dons, e Ohayô fez passáros em papel branco que se transformaram em lindo pombos da Paz.

Deslumbrada e com muita, mas muita inveja do Poder de Ohayô, Romaji a trancou em um quarto sombrio e gelado no alto da torre. Mandava ordens para que Ohayô fizesse com seu dom: jóias, armas, ouro ou outros objetos para servir a cobiça de Romaji.

Ohayô emudeceu e no alto da torre se entristeceu... A única coisa que continuava fazendo eram origamis de pombos, que pela janela da torre voavam livres pelo céu.

Estes lindos pássaros da Paz levavam mensagens para todos habitantes, principalmente nas situações de desalento e desesperança.

O reino de Romaji, passou por muitas dificuldades, perdeu batalhas e empobreceu. Ohayô trancada na torre envelheceu. E mesmo com todos os castigos físicos e mentais não cedeu aos desejos de Romaji.

Um dia Romaji, amanheceu enlouquecida e mandou cortar as mãos de Ohayô. Os soldados se negaram e Romaji, furiosa, resolveu subir ela mesma na torre, com um enorme facão. 

Lá chegando encontrou Ohayô fazendo silenciosamente seus origamis da Paz. Reconheceu nos traços a moça que tinha sequestrado, mas viu a idade impregnada em toda a sua doce face. Percebeu que ambas tinham envelhecido...

Ergueu o facão em direção a Ohayô, mas vendo tanta dignidade, seu coração transmutou a inveja pela admiração.... Ahhhhhh....

Ajoelhou-se aos pés de Ohayô e chorou, chorou anos de solidão. Sinceramente arrependida, implorou por perdão no meio de um mar de lágrimas. Ohayô, banhada por esta emoção, se transformou em um lindo pássaro branco e voou livre, livre, livre pela janela da torre.

Romaji, assombrada jurou naquele momento que seria uma pessoa melhor. Com seu dom de liderança, conduziu o reino de volta a prosperidade. Foi nos seus últimos anos, uma rainha generosa e sábia. Morreu em Paz. Dizem que ambas se encontraram como luzes no céu!

Moral da história: Todos nós nascemos com dons de dar vida, seja através de palavras, afetos, ideias, ações... Não inveje os dons dos outros, descubra dentro de si os seus próprios dons!



Os Fios Dourados Das Histórias

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